O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarcou nesta sexta-feira (25/07/2025) na Escócia para uma visita de quatro dias que combina negócios, diplomacia e questões pessoais. A agenda inclui passagens pelos dois campos de golfe de sua propriedade no país — Turnberry e Aberdeen, da Trump Organization — e uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
Negócios e política
A Casa Branca classificou a viagem como “de trabalho”, embora o cronograma completo não tenha sido divulgado. Um dos temas esperados para o encontro entre Trump e Starmer é a possível revisão do acordo comercial entre Reino Unido e Estados Unidos, firmado em maio de 2025, após declarações de Trump sobre a necessidade de “ajustes” no tratado.
Apesar de diferenças de estilo, os dois líderes mantêm uma relação de cordialidade. Starmer, que entregou pessoalmente a Trump um convite oficial do rei Charles III para uma visita de Estado em setembro, teria, segundo o jornal The Times, incentivado o Palácio de Buckingham a explorar a admiração do norte-americano pela monarquia britânica.
Raízes escocesas
Trump costuma reforçar sua ligação com a Escócia, afirmando em 2023: “É bom estar em casa. Esta era a terra da minha mãe.” Mary Anne MacLeod, mãe do presidente, nasceu em 1912 na ilha de Lewis, em uma comunidade de pescadores, e imigrou para os Estados Unidos aos 18 anos. Após se casar com Fred Trump em 1936, naturalizou-se cidadã norte-americana em 1942.
Mesmo após alcançar uma vida de alto padrão, Mary Anne mantinha hábitos simples, como recolher moedas em lavanderias dos prédios da família, de acordo com informações do jornal The Times.
Manifestações e segurança
A presença de Trump na Escócia tem gerado reações. Protestos estão previstos em Edimburgo e Aberdeen, com reforço da segurança nos locais de passagem do presidente. Em março, o campo de golfe Turnberry foi alvo de vandalismo com pichações em apoio à Palestina.
Em abril, uma faixa com a frase “Vergonha para você, Donald John! #democracia” foi exibida em Stornoway, maior cidade da ilha de Lewis. Embora retirada pelas autoridades locais, a mensagem continua circulando como forma de protesto contra Trump.
*Com informações da RFI.
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