A violência contra médicos no Brasil aumentou 68% na última década, conforme dados divulgados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). No ano passado, foram registrados 4.562 boletins de ocorrência de agressões, o que representa uma média de 12 profissionais atacados por dia em ambientes como hospitais, prontos-socorros e unidades de pronto atendimento (UPAs).
Distribuição regional e perfis das vítimas
O levantamento do CFM aponta que o estado de São Paulo lidera o ranking de agressões, com 832 casos, seguido pelo Paraná (767) e Minas Gerais (460). A maior parte dos incidentes ocorre em unidades de pronto atendimento, locais de alta demanda e atendimento emergencial.
Além disso, o relatório destaca que quase metade das vítimas são mulheres, evidenciando um perfil de vulnerabilidade específico dentro da categoria médica.
Subnotificação e dificuldades nas denúncias
O Conselho Federal de Medicina ressalta que os números divulgados podem ser subestimados, já que muitos médicos optam por não registrar boletins de ocorrência ou desistem do processo de denúncia, devido a dificuldades burocráticas ou receio de retaliações. Essa subnotificação compromete o dimensionamento real do problema.
Impactos no ambiente de trabalho e medidas recomendadas
A escalada da violência contra profissionais da saúde gera preocupações sobre o ambiente de trabalho, a qualidade do atendimento e a segurança dos médicos. O CFM reforça a necessidade de políticas públicas específicas, protocolos de segurança nos locais de atendimento e campanhas de conscientização para prevenir novos casos.
Panorama nacional da violência contra médicos
O crescimento de 68% nos registros em dez anos reflete um desafio estrutural do sistema de saúde brasileiro. A intensidade dos casos nos estados com maior população e demanda por serviços públicos evidencia a necessidade de ações integradas entre governos, entidades médicas e a sociedade civil.
*Com informações da Sputnik News.










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