Bahia impulsiona cadeia produtiva do cacau com investimentos e políticas públicas inovadoras

Na terça-feira (26/08/2025), durante a abertura da ExpoCacau 2025, em Ilhéus, foi reafirmado o compromisso do Governo da Bahia com o fortalecimento da cadeia produtiva do cacau. O evento, promovido pela CocoaAction Brasil, reúne até o dia 28 representantes do setor público, produtores, empresas e organizações da sociedade civil nacionais e internacionais.

Representando o governador Jerônimo Rodrigues, o secretário da Agricultura, Pablo Barrozo, destacou os programas que vêm transformando a região cacaueira. Segundo ele, os investimentos incluem melhoramento genético, defesa fitossanitária e valorização da produção, com foco em competitividade, qualidade e sustentabilidade.

O diretor da CocoaAction Brasil, Pedro Ronca, afirmou que a ExpoCacau se consolida como um espaço de integração entre tecnologia, gestão e produção agrícola. Durante quatro dias, produtores, investidores e pesquisadores participarão de oficinas práticas, visitas técnicas e do 7º Fórum Anual do Cacau.

A proposta central é conectar o campo às soluções inovadoras que garantam maior produtividade e abram espaço para o cacau brasileiro no mercado mundial. O evento também busca fortalecer parcerias e atrair novos investimentos para a Bahia, maior produtora nacional da commodity.

Base produtiva diversificada

A Bahia conta atualmente com 69 mil estabelecimentos rurais cultivando cacau, dos quais 53 mil são de agricultura familiar. Esse modelo contrasta com o cenário das décadas de 1970 a 1990, quando a produção era concentrada em grandes propriedades.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, destacou o programa Parceiros da Mata, que prevê R$ 740 milhões em investimentos, em três anos, para projetos de desenvolvimento sustentável em 600 comunidades rurais da Mata Atlântica, beneficiando 77 municípios e 88 mil famílias em parceria com o BID e o FIDA.

Agricultura familiar e crédito produtivo

O superintendente da Bahiater, Lanns Almeida, ressaltou o papel do crédito e da assistência técnica na expansão do setor. Segundo ele, já foram aplicados R$ 135 milhões diretamente na matriz do cacau por meio de editais, somados a R$ 116 milhões do Plano Safra 2025, voltados exclusivamente à agricultura familiar.

Essas ações têm impulsionado o sistema Cabruca, modelo agroflorestal que associa o cultivo do cacau à preservação da Mata Atlântica, promovendo sustentabilidade ambiental e geração de renda para milhares de famílias no interior baiano.

Tradição agrícola e inovação tecnológica

O fortalecimento da cadeia do cacau na Bahia reflete uma tentativa de equilibrar tradição agrícola e inovação tecnológica, resgatando a relevância internacional do estado como produtor. Contudo, permanecem desafios ligados à volatilidade do mercado internacional, à necessidade de maior diversificação de exportações e à dependência de linhas de crédito público. A aposta em programas como o Cabruca e o Parceiros da Mata mostra-se estratégica, mas a consolidação desses avanços dependerá de gestão eficiente, transparência e continuidade das políticas públicas.


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