A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) concluiu, na sexta-feira (01/08/2025), a coleta de informações junto às suas entidades filiadas para subsidiar medidas do Governo Federal diante do chamado tarifaço dos Estados Unidos. A iniciativa será encaminhada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que solicitou formalmente as contribuições para orientar ações contra os impactos da nova política tarifária.
A consulta foi realizada com as Associações Comerciais e Empresariais (ACEs) do G50+, conselho estratégico formado por líderes do sistema associativista com atuação institucional em todo o país. O grupo tem como objetivo fortalecer a articulação institucional da CACB e propor estratégias para setores empresariais afetados pelo comércio internacional.
O tarifaço norte-americano prevê alíquota de 50% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, com vigência a partir de quarta-feira (06/08/2025). Apesar de cerca de 40% das mercadorias estarem isentas, o impacto preocupa micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que atuam diretamente ou na cadeia de fornecimento de empresas exportadoras.
Entre os 694 itens isentos da sobretaxa estão produtos aeronáuticos, automotivos, do agronegócio, mineração, energia e eletrônicos, além de mercadorias em trânsito ou destinadas à devolução aos EUA. No entanto, a CACB alerta que pequenos negócios dependentes dessas cadeias produtivas não têm capacidade de substituir rapidamente o mercado americano, o que pode levar ao fechamento de empresas e aumento do desemprego.
O presidente da CACB, Alfredo Cotait, destacou que a situação exige medidas emergenciais de apoio.
“A pequena empresa não consegue buscar um mercado alternativo da noite para o dia. Uma taxação de 50% pode levar muitas ao fechamento, com consequências diretas sobre o emprego”, afirmou. Embora micro e pequenas empresas representem apenas 1,2% do volume exportado para os EUA, elas são essenciais para a geração de empregos e o desenvolvimento local, segundo Cotait.
As propostas da CACB buscam priorizar o atendimento aos pequenos negócios, tanto para reduzir impactos imediatos da tarifa quanto para ampliar estratégias de diversificação de mercados. O documento será entregue ao MDIC para análise e definição de medidas governamentais de mitigação.











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