A deputada Carla Zambelli (PL-SP) voltou a ser ouvida nesta quarta-feira (27/08/2025) em um tribunal de apelação em Roma, permanecendo presa enquanto aguarda decisão sobre o pedido de extradição solicitado pelo Brasil. A defesa argumenta que não há justificativa para a prisão preventiva e cita problemas de saúde como motivo para a soltura.
Segundo o juiz responsável, ainda é necessário mais tempo para análise da prisão e do processo de extradição, mantendo Zambelli detida até nova decisão, que pode ser proferida a qualquer momento. A parlamentar está presa desde 29/07/2025, após seu nome ser incluído na difusão vermelha da Interpol, a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão de mandado de prisão preventiva emitido no Brasil.
Zambelli fugiu para a Itália antes de ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF, acusada de ser a mentora de uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), caso em que o hacker Walter Delgatti também foi condenado.
Na semana anterior, a deputada recebeu nova condenação pelo STF relacionada a um episódio em São Paulo, onde teria perseguido um homem armado. A sentença foi de cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. Cabe recurso contra esta decisão.
O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, declarou que a deputada manifesta “profundo desacordo” com a condenação e que pretende contestá-la judicialmente, alegando violação de princípios do devido processo legal e interpretação extensiva da competência da Suprema Corte. Segundo ele, Zambelli reafirma sua inocência e afirma ser vítima de perseguição política.
*Com informações da Agência Brasil.











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