O Exército de Israel declarou nesta sexta-feira (29/08/2025) que a cidade de Gaza passa a ser considerada uma “zona de combate perigosa”, sem determinar a evacuação imediata da população. A medida ocorre no contexto de uma operação militar autorizada pelo governo israelense para assumir o controle do território, ainda habitado por centenas de milhares de pessoas.
Em comunicado, o Exército informou que a pausa tática local, que permitia a passagem segura de comboios humanitários da ONU e ONGs, não será mais aplicada à cidade de Gaza. A operação militar será realizada paralelamente aos esforços humanitários, segundo a nota oficial, direcionada contra organizações consideradas terroristas na Faixa de Gaza.
Os bombardeios concentram-se principalmente no bairro de Zeytoun, provocando o deslocamento de moradores em direção ao sul do enclave. Muitos habitantes relatam incerteza sobre destino e condições de abrigo, destacando a deterioração das condições de vida, com ruídos constantes de tanques, tratores e drones explosivos.
A Defesa Civil de Gaza registrou a morte de 33 pessoas nesta sexta-feira. A ONU estima que quase toda a população do enclave tenha sido deslocada ao menos uma vez nos últimos dois anos, devido aos combates e bombardeios. Cindy McCain, diretora do Programa Mundial de Alimentos, alertou que Gaza atingiu um “ponto de ruptura” com risco de fome generalizada.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, denunciou na quinta-feira (28/08/2025) um “catálogo interminável de horrores” em Gaza, citando destruição de infraestrutura, corpos de civis e possíveis violações graves do direito internacional.
Segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, a ofensiva israelense já resultou em 62.966 mortes, principalmente civis. Devido às restrições de imprensa e dificuldade de acesso ao território, os números não puderam ser verificados de forma independente.
*Com informações da RFI.








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