A multinacional francesa Soprema Group agendou inauguração em 26 de setembro de 2025 (sexta-feira) de nova fábrica em Feira de Santana (BA), consolidando a segunda maior cidade da Bahia como hub logístico e produtivo do Nordeste. Instalada em um complexo de 56 mil m², na Avenida Sudene, nº 1001, no Núcleo do Centro Industrial do Subaé (CIS) Tomba, a unidade marca a ampliação da estratégia de expansão do grupo no Brasil, com foco na produção de soluções de impermeabilização, isolamento térmico e acústico.
A nova planta foi concebida para produção e distribuição de impermeabilizantes e isolantes, funcionando também como centro de distribuição para Norte, Nordeste e apoio a outras regiões do país. Segundo a companhia, o modelo permitirá reduzir custos de transporte e prazos de entrega, aproximando o grupo de clientes e fornecedores estratégicos.
A decisão de instalar a fábrica em Feira de Santana reflete a posição da cidade como entroncamento rodoviário da Bahia, com acesso imediato à Região Metropolitana de Salvador e conexões interestaduais que facilitam a chegada a capitais e ao interior nordestino.
Nordeste em crescimento: mercado e demanda
De acordo com dados setoriais, o Nordeste responde por cerca de 30% do consumo nacional de materiais de impermeabilização e isolamento. Esse percentual sustenta a decisão estratégica da Soprema e reforça a expectativa de ganho de participação de mercado na região.
A instalação da unidade em Feira de Santana também responde ao dinamismo da construção civil nordestina, com forte demanda em projetos residenciais, comerciais e de infraestrutura.
Consolidação no Brasil: aquisições e portfólio
Nos últimos anos, a Soprema reforçou sua atuação no país com um conjunto de aquisições:
- Denver Impermeabilizantes (dez/2020) — fabricante tradicional de membranas betuminosas e argamassas.
- Rockfibras do Brasil (jul/2022) — referência em lã de rocha para isolamento termoacústico.
- Pulvitec e Polipox (mar/2024) — especializadas em adesivos, selantes e resinas epóxi/poliuretano.
Com esse portfólio, a companhia passou a operar cinco fábricas no Brasil, fortalecendo sua rede de produção e distribuição.
Cronologia: da FEICON à inauguração em setembro
O projeto foi anunciado oficialmente durante a FEICON 2025, maior feira de construção e arquitetura da América Latina, realizada em São Paulo de 8 a 11 de abril de 2024. A apresentação incluiu demonstrações técnicas e palestras de executivos, reforçando o posicionamento da marca no mercado.
A implantação da fábrica em Feira de Santana seguirá em etapas até 2026, com entregas parciais planejadas para garantir expansão gradual da capacidade produtiva.
Dados globais: escala e inovação
Fundada em 1908, em Estrasburgo (França), a Soprema atua em mais de 90 países e reportou em 2023 faturamento de € 4,84 bilhões. O grupo soma 11,200 colaboradores, 128 fábricas, 23 centros de pesquisa e desenvolvimento e 48 centros de treinamento. Essa infraestrutura internacional dá suporte à transferência tecnológica e ao atendimento de grandes projetos no Brasil.
Impactos no ecossistema da construção
Entre os principais efeitos esperados para o setor estão:
- Competitividade: encurtamento de prazos de entrega e redução de fretes para obras residenciais, comerciais e de infraestrutura no Nordeste.
- Portfólio integrado: combinação de impermeabilização, isolamento e químicos de construção, permitindo soluções completas.
- Capacitação técnica: treinamentos e suporte a instaladores e projetistas, ampliando a rede de profissionais qualificados.
Feira de Santana, coração do Nordeste
“Escolher Feira de Santana é investir no coração do Nordeste e no futuro da construção civil. Esta fábrica representa produtividade, desenvolvimento econômico e social, com tecnologia de ponta e foco em sustentabilidade”, afirmou Sérgio Guerra, diretor-geral da Soprema no Brasil.
Na mesma linha, Taís Abambres, diretora de marketing e desenvolvimento de negócios, destacou durante a FEICON que a unidade busca ampliar capacidade, ganhar eficiência e agilizar o atendimento aos mercados do Norte e Nordeste.
Benefícios imediatos
A decisão de instalar a fábrica em Feira de Santana segue um movimento clássico de interiorização industrial no Brasil: aproximação dos mercados consumidores, ganhos logísticos e diversificação de riscos produtivos. O projeto traz benefícios imediatos — ativação de cadeias locais, estímulo à economia regional e difusão tecnológica —, mas o êxito dependerá de três fatores:
- Infraestrutura pública compatível (energia, água, rodovias).
- Capacitação da mão de obra local para sustentar produtividade.
- Ambiente regulatório estável, garantindo segurança jurídica e isonomia tributária.
Sem esses pilares, a fábrica corre o risco de se tornar apenas um entreposto logístico, sem a densidade tecnológica e produtiva que poderia gerar valor agregado à região.
*Com informações do Correio24h.
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