Governador Jerônimo inaugura escritório da ApexBrasil em Salvador para fortalecer exportações e enfrentar impacto das tarifas dos EUA

A Bahia inaugurou, em 18/08/2025, o escritório da ApexBrasil em Salvador, em parceria com BahiaInveste, Fieb e Sebrae, para apoiar empresas na diversificação de mercados e reduzir o impacto das tarifas de 50% impostas pelos EUA. O estado, que responde por 43,8% das exportações do Nordeste, movimentou US$ 11,9 bilhões em 2024. Além do escritório, foi lançado o PEIEX, que qualificará 350 empresas para exportação.
Governador Jerônimo Rodrigues inaugura escritório da ApexBrasil, em parceria com BahiaInveste, Fieb e Sebrae, para ampliar suporte às exportações baianas.

Responsável por 43,8% das exportações do Nordeste em 2024, a Bahia deu mais um passo para fortalecer sua inserção internacional com a inauguração nesta segunda-feira (18/08/2025) do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Salvador. A iniciativa busca mitigar os efeitos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos e ampliar o suporte às empresas locais interessadas em diversificar mercados.

O novo escritório funcionará no espaço da BahiaInveste, no Caminho das Árvores, e terá início das atividades em setembro. O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a medida reforça o papel estratégico do estado no comércio exterior e destacou que a prioridade será apoiar setores mais afetados pelas barreiras comerciais norte-americanas.

Parcerias institucionais e acordos assinados

A cerimônia ocorreu na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no Stiep, e reuniu autoridades e empresários. Foram assinados:

  • Termo de autorização para abertura do escritório da ApexBrasil;

  • Memorando de entendimentos entre o Governo da Bahia e a agência;

  • Acordos de cooperação técnica envolvendo BahiaInveste, Fieb e Sebrae.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou a relevância da Bahia no mercado internacional, destacando commodities como algodão, soja, petróleo e celulose, além do potencial de expansão da agroindústria. Ele afirmou que a agência trabalhará para atrair compradores internacionais até junho de 2026 e apoiar empresas que precisam se adaptar às novas tarifas norte-americanas.

Exportações baianas e principais destinos

De acordo com estudo divulgado em julho pela ApexBrasil, as exportações do estado atingiram US$ 11,9 bilhões em 2024, com destaque para a indústria de transformação (63,6%) e para a agropecuária (30,1%). Entre os principais destinos figuram China, Singapura, Canadá e Estados Unidos, que concentram a compra de produtos como soja, celulose e combustíveis.

O governador Jerônimo Rodrigues enfatizou que a nova estrutura permitirá não apenas uma resposta emergencial às tarifas de Trump, mas também a elaboração de um plano de longo prazo para abertura de novos mercados.

Capacitação empresarial e apoio à internacionalização

Durante o evento, também foi lançado o Núcleo Bahia do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), que atenderá 350 empresas baianas com capacitação e consultoria em comércio internacional. A iniciativa contempla inicialmente quatro polos: Salvador, Feira de Santana, Ilhéus e Vitória da Conquista.

A empresária Danielle Sales, proprietária da Tem Dendê Gourmet, relatou como a participação em programas de capacitação da ApexBrasil e do Sebrae permitiu adequar o produto para exportação. A empresa prepara-se para enviar acarajés congelados para mercados como França, Canadá, China e Portugal, ajustando embalagens e prazos de validade para atender exigências internacionais.

 Diversificar a pauta exportadora

A inauguração do escritório da ApexBrasil em Salvador reflete a necessidade do estado em reagir rapidamente às pressões do comércio internacional, sobretudo às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Embora a iniciativa reforce a articulação institucional e ofereça suporte técnico, há dúvidas sobre a capacidade de curto prazo para neutralizar os efeitos do tarifaço. A dependência de commodities tradicionais, como soja e celulose, permanece como fragilidade estrutural. O desafio será diversificar a pauta exportadora, agregar valor aos produtos e transformar iniciativas pontuais em políticas permanentes de inserção internacional.


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