Nesta sexta-feira (22/08/2025), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as “portas do inferno se abrirão” para o Hamas caso o grupo não aceite os termos israelenses para a libertação de reféns em Gaza. A declaração ocorre um dia após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizar a retomada das negociações para o fim dos conflitos e o resgate das pessoas sequestradas.
Segundo Netanyahu, os objetivos de derrotar o Hamas e liberar todos os reféns estão interligados, e a retomada das conversas visa estabelecer um cessar-fogo temporário de 60 dias. Durante esse período, seriam libertados reféns capturados em outubro de 2023, além de prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Katz ameaça Hamas
Em post na rede X, Katz declarou que Gaza será alvo de destruição caso o Hamas não aceite as condições impostas por Israel, incluindo desarmamento do grupo e liberação total de reféns. Ele ainda comparou a situação de Gaza a outras cidades devastadas em conflitos anteriores, afirmando que “Gaza, a capital do Hamas, se tornará Rafah ou Beit Hanoun”.
O exército israelense informou que hospitais e organizações humanitárias internacionais foram alertados sobre possíveis evacuações do norte para o sul do território. No entanto, o Ministério da Saúde de Gaza, sob controle do Hamas, rejeitou os pedidos de deslocamento. Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo jornal Maariv indicou que 62% dos israelenses não confiam mais no governo.
Crise humanitária e fome em Gaza
Enquanto isso, a ONU e ONGs internacionais alertam para risco de fome na Faixa de Gaza. O relatório IPC, divulgado em julho, indicava que “o pior cenário de fome está em curso na Faixa de Gaza” devido à intensificação dos combates, deslocamentos populacionais e restrições à ajuda humanitária.
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou que os reféns sequestrados pelo Hamas são os mais afetados pela escassez de alimentos, citando também o controle de estoques pelo grupo. Testemunhas na região relatam desespero de palestinos, muitos dos quais dependem de doações para sobreviver.
Apesar da intenção declarada de negociar um acordo de cessar-fogo, Israel intensifica a pressão militar sobre Gaza, controlando atualmente cerca de 75% do território. O governo aprovou um plano de ataque contra a cidade de Gaza e convocou 60 mil reservistas para reforçar suas operações.
*Com informações da RFI.








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