O pontificado de Leão XIV, eleito em 8 de maio de 2025, completa 100 dias sem decisões administrativas consideradas básicas, segundo reportagem do jornal francês Libération. Até o momento, o papa não nomeou seu sucessor no Dicastério para os Bispos, órgão que dirigia antes de sua eleição, e não formou sua equipe de assessores, o que provoca especulações sobre o início efetivo de seu mandato.
O pontífice, nascido Robert Francis Prevost, trabalha atualmente em sua primeira encíclica, prevista para publicação até o fim do ano. O texto programático deverá definir as diretrizes do pontificado, com foco em temas sociais, inteligência artificial, economia digital e transformações sociais decorrentes dessas tecnologias. Ao escolher o nome Leão XIV, Prevost indicou alinhamento com o grupo dos papas sociais, embora críticas sobre a demora em formalizar sua equipe permaneçam.
Segundo observadores, “o pontificado ainda não começou de fato”, embora o papa tenha se posicionado publicamente sobre questões de paz e tecnologia. Libération aponta que, apesar das críticas, Prevost “deu um ar de juventude ao papado” ao se aproximar de seus 70 anos em 14 de setembro (2025).
Expectativas da comunidade católica
Temas polêmicos aguardam o papa, incluindo a primeira peregrinação internacional de cristãos LGBT, programada para 6 de setembro (2025) em Roma. A comunidade católica acompanha com atenção como Leão XIV abordará essas questões, além das demandas dos setores tradicionalistas, que aguardam reversão de restrições à missa em latim, e dos progressistas, que o veem como sucessor do papa Francisco.
Em audiência geral realizada na quarta-feira (06/08/2025), o papa iniciou o primeiro ciclo de catequeses sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo, diante de milhares de fiéis, com destaque para bandeiras de diversos países e aplausos dos participantes. A próxima audiência geral está marcada para quarta-feira (13/08/2025), em meio a tensões internacionais, incluindo a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin, agendada para sexta-feira (15/08/2025) no Alasca. Desde 2022, a Santa Sé atua nas negociações de troca de prisioneiros e no retorno de crianças ucranianas deportadas à Rússia.
*Com informações da RFI.








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