O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quarta-feira (13/08/2025) que convidou formalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar da COP30, que será realizada em novembro de 2025, na cidade de Belém (PA). A informação foi anunciada durante a abertura da 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes), no Palácio do Planalto.
COP30 será “a COP da verdade”, diz Lula
Durante o evento, Lula afirmou que a COP30 no Brasil será um marco nas discussões climáticas globais, com foco em cobrar dos líderes mundiais compromissos efetivos com as metas ambientais. O presidente defendeu a urgência de ações para conter o aquecimento global acima de 1,5ºC e questionou o grau de comprometimento das nações com as evidências científicas sobre mudanças climáticas.
“Eles vão ter que dizer se acreditam ou não que nós precisamos tomar muitas providências para evitar que o planeta tenha o aquecimento acima de 1,5ºC”, declarou Lula.
Envio de carta a Trump
Lula afirmou que enviou a carta de convite a Donald Trump na terça-feira (12/08/2025), destacando a importância da participação de líderes de grandes economias no debate climático. A presença dos Estados Unidos na COP30 é considerada estratégica, especialmente no contexto de disputas geopolíticas e econômicas sobre as responsabilidades ambientais de países desenvolvidos.
Dívida ambiental dos países ricos
O presidente também ressaltou que os países desenvolvidos acumulam uma dívida ambiental anual superior a US$ 1,3 trilhão em razão dos impactos causados pelas mudanças climáticas. Segundo ele, os compromissos assumidos em conferências anteriores não têm sido efetivamente cumpridos, especialmente no que diz respeito ao financiamento para ações de mitigação e adaptação em países em desenvolvimento.
Amazônia e povos tradicionais
Lula destacou a relevância da preservação da Amazônia e a necessidade de considerar os direitos e a subsistência das populações tradicionais que vivem na região. De acordo com o presidente, o combate ao desmatamento deve ser aliado à valorização econômica e social dessas comunidades:
“Embaixo de cada copa daquela árvore, mora um extrativista, um indígena, um pescador, um pequeno trabalhador rural que precisa sobreviver”, afirmou.
*Com informações da Agência Brasil.








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