A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) da Bahia anunciou a inclusão da temática valorização e preservação da memória e da verdade nas Caravanas de Direitos Humanos, realizadas nos territórios de identidade do estado. A agenda, integrada ao eixo estratégico “Educação e Cultura em Direitos Humanos”, engloba também a participação em feiras literárias, lançamento de livros, exposições, rodas de conversa, palestras e oficinas, com o objetivo de reforçar o compromisso com a proteção dos direitos humanos, a promoção da justiça e a reparação histórica.
A primeira ação prevista ocorre entre os dias 13 e 17 de agosto, na Feira Literária de Mucugê, com o lançamento do livro Direitos Humanos e Mediação de Conflitos… O que dizem as palavras, em parceria com o Escritório Juspopuli. No evento, será promovida a roda de conversa “Memória, Verdade e Democracia” e a oficina “Pegadas da Terra”, que envolve a confecção de estampas têxteis com carimbos naturais. Até outubro, a SJDH participará também das feiras literárias em Cachoeira e Feira de Santana.
A agenda foi pactuada em reunião realizada na quinta-feira (07/08/2025) entre gestores da SJDH e da Secretaria de Cultura (Secult), junto a representantes das organizações sociais Tortura Nunca Mais e Juspopuli. O cronograma de atividades culturais e formativas conjuntas e intersetoriais será iniciado ainda neste mês.
Além das ações formativas e culturais, o Governo da Bahia desenvolve outras iniciativas ligadas à preservação da memória e da verdade. Entre elas, está a entrega de certidões de óbito retificadas para familiares de desaparecidos políticos e a realização de nova visita técnica ao Forte do Barbalho, com vistas à construção do Centro de Memória da Bahia. O espaço visa defender o estado democrático de direito, fazer justiça às vítimas da ditadura militar e enfrentar a violência institucional.
A superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da SJDH, Trícia Calmon, afirmou que as parcerias com a sociedade civil são essenciais para potencializar o tema.
“A Caravana e as feiras literárias são espaços importantes para discutir memória e verdade, promovendo reflexão coletiva e o fortalecimento da democracia”, declarou.
A presidente da Organização Tortura Nunca Mais, Sirlene Assis, reforçou a importância das iniciativas e ressaltou a necessidade de ampliar as ações.
“Além das caravanas e feiras literárias, é necessário criar um grupo específico para pensar memória. Este é o início para que a Bahia avance na reparação histórica”, afirmou.
As Caravanas de Direitos Humanos terão atividades formativas com oficinas e palestras sobre “Memória e Verdade”, voltadas a estudantes e profissionais da rede estadual, com o intuito de incentivar pesquisas históricas e a conscientização sobre a preservação da memória coletiva e o fortalecimento da democracia.
Em parceria com a Fundação Pedro Calmon, a SJDH organizará a exposição Para que NÃO se esqueça… Para que NUNCA mais aconteça, que será instalada nos municípios que receberão as Caravanas e as feiras literárias. A mostra apresenta textos históricos, documentos e imagens iconográficas referentes aos 45 anos da anistia e aos 60 anos do Golpe Militar, oferecendo reflexão crítica sobre este período da história nacional.
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