O governador Jerônimo Rodrigues entregou, neste domingo (07/09/2025) oficialmente ao prefeito José Ronaldo e ao empresário João Martins, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o certificado internacional que reconhece a Bahia como zona livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O ato ocorreu durante a abertura da 46ª Exposição Agropecuária de Feira de Santana (Expofeira 2025), no Parque João Martins da Silva, diante de produtores, autoridades e representantes do setor pecuário.
O título coloca a Bahia em posição estratégica para acessar mercados de alto valor agregado, como Japão, Canadá e União Europeia, possibilitando a exportação de carne bovina, suína, laticínios e outros produtos agropecuários. A expectativa é de que a medida fortaleça a cadeia produtiva, amplie empregos e gere renda em toda a região.
Para o governador Jerônimo Rodrigues, o reconhecimento é resultado de um esforço coletivo entre governo, produtores e órgãos de fiscalização sanitária.
“É um reconhecimento internacional que valoriza o trabalho dos nossos produtores e projeta a Bahia para novos mercados. Essa vitória é do povo baiano e da nossa pecuária”, afirmou.
Feira de Santana como polo da pecuária
A escolha de Feira de Santana para a entrega do certificado reforça a centralidade do município na pecuária baiana. A região concentra grandes frigoríficos, propriedades rurais expressivas e parte significativa do rebanho estadual, consolidando-se como referência no setor.
O prefeito José Ronaldo destacou a importância do ato para a cidade e para o estado.
“Receber este título aqui simboliza o esforço de gerações de produtores e abre novas perspectivas para a economia de Feira e da Bahia”, disse.
Novos horizontes para os produtores baianos
Com a certificação, a Bahia integra um grupo restrito de estados brasileiros com condições sanitárias reconhecidas mundialmente. Esse status amplia a competitividade do agronegócio local, permitindo que cooperativas, pequenos produtores e empresas exportadoras ampliem suas operações.
Além disso, a conquista deve estimular investimentos em infraestrutura, tecnologia e logística, fundamentais para atender às exigências internacionais de qualidade e rastreabilidade. O setor de laticínios também será beneficiado, já que a certificação facilita a entrada de derivados em mercados externos.
Relevância e desafios futuros
O reconhecimento da OMSA representa um marco histórico para a agropecuária baiana, mas também impõe novos desafios regulatórios e produtivos. A abertura de mercados exige rigor na fiscalização sanitária, investimentos contínuos em tecnologia e capacitação de produtores.








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