Banco Mundial aponta que 2,6 bilhões de pessoas não têm acesso a dieta saudável

Relatório global indica desigualdade no acesso a alimentação de qualidade e aumento de custos em países de baixa renda.
Relatório global indica desigualdade no acesso a alimentação de qualidade e aumento de custos em países de baixa renda.

Um estudo do Banco Mundial, divulgado nesta sexta-feira (29/08/2025), revela que cerca de 2,6 bilhões de pessoas, equivalentes a 32% da população mundial, não tinham condições de financiar uma dieta saudável em 2024. O levantamento integra o relatório Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (Sofi) 2025, que avalia o custo e a acessibilidade de dietas saudáveis globalmente.

Apesar do melhor acesso global à alimentação de qualidade, o progresso continua desigual, afetando especialmente os países de baixa renda e a África Subsaariana, onde barreiras econômicas limitam a capacidade de famílias adquirirem alimentos nutritivos. Segundo o relatório, o aumento do custo de vida nesses países mantém as dietas saudáveis próximas de níveis recordes de inacessibilidade.

Entre 2017 e 2024, o custo acumulado de uma dieta saudável em países de baixa renda subiu 47,5%, acima da média global de 42%. Apenas nos últimos dois anos, os aumentos foram de 7,6% em 2023 e 7% em 2024, sem que houvesse crescimento proporcional de renda, segundo o Banco Mundial.

O número de pessoas que não conseguem arcar com alimentação saudável em países de baixa renda ultrapassou 545 milhões em 2024, o que representa mais de 20% a mais do que em 2017. Na África Subsaariana, a prevalência de inacessibilidade e o total da população afetada continuam crescendo desde 2022, em contraste com outras regiões, onde a situação apresenta ligeira melhora.

O relatório destaca que Outros países e regiões, incluindo o Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão, também registraram aumento da inacessibilidade alimentar nos últimos dois anos. O Banco Mundial recomenda ações urgentes voltadas a investir em sistemas alimentares, apoiar famílias vulneráveis e promover desenvolvimento econômico capaz de refletir melhorias concretas na capacidade de acesso à alimentação saudável.

*Com informações da ONU News.


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