A CPMI do INSS aprovou nesta terça-feira (16/09/2025) a convocação de esposas, filhos e sócios de investigados na apuração de cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas de aposentados e pensionistas sem autorização. Entre os convocados estão Tânia Carvalho dos Santos, esposa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e Cecília Montalvão Queiroz, esposa de Maurício Camisotti, ambos investigados por fraudes em benefícios previdenciários.
Convocações aprovadas
Além das esposas, a CPMI aprovou a convocação de Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, e dos empresários Rubens Oliveira Costa e Milton Salvador de Almeida Júnior, sócios do “Careca do INSS” em empresas que a Polícia Federal (PF) investiga por movimentação suspeita de valores desviados de aposentados e pensionistas.
O colegiado também determinou a convocação do advogado Nelson Willians, dono de escritório com movimentações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), totalizando cerca de R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024, com repasses de ao menos R$ 15,5 milhões ligados a Maurício Camisotti.
Defesa e justificativas
O advogado Nelson Willians declarou que sua relação com Camisotti é estritamente profissional e legal, e que os valores transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação considerada lícita e de fácil comprovação.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou que a Polícia Legislativa do Senado seja acionada caso a secretaria da comissão encontre dificuldades para intimar qualquer das testemunhas, em qualquer cidade do país.
Cronograma e prisões
A expectativa é que parte dos convocados seja ouvida nesta quinta-feira (18). Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti estão presos preventivamente desde sexta-feira (12), em decorrência da Operação Cambota, deflagrada pela PF para aprofundar investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários.
O “Careca do INSS” estava agendado para depor à CPMI nesta segunda-feira (16), mas seus advogados comunicaram que ele não compareceria, com base em decisão do ministro André Mendonça, do STF, que tornou facultativa a presença do investigado.
Impactos da investigação
As convocações aprovadas ampliam o alcance da CPMI, permitindo que parentes e sócios de investigados prestem depoimentos sobre a operação de cobrança ilegal de mensalidades. A decisão reforça a fiscalização sobre possíveis irregularidades financeiras e movimentações suspeitas envolvendo recursos previdenciários de milhões de aposentados e pensionistas.
*Com informações da Agência Brasil.








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