O vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, Zé Neto (PT-BA), assumiu na terça-feira (09/09/2025) a coordenação do Capítulo Brasil da Rede Global Parlamentar do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A iniciativa conecta mais de 2 mil parlamentares de 140 países, com o objetivo de fortalecer a cooperação legislativa e a formulação de políticas públicas alinhadas às agendas globais de desenvolvimento.
O lançamento ocorreu em Brasília e reuniu autoridades políticas e representantes das instituições multilaterais. Estiveram presentes o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP); a diretora do Banco Mundial no Brasil, Cécile Fruman; o diretor da International Finance Corporation (IFC), Manuel Reyes-Retana; e o deputado Luiz Gastão (PSD-CE), diretor da Frente Parlamentar do Comércio e Serviço na Câmara Federal.
O encontro marcou a formalização da plataforma internacional que busca aproximar o parlamento brasileiro de especialistas do Banco Mundial e do FMI, com acesso a briefings temáticos, rodadas de perguntas e respostas (Q&A) e reuniões com a alta gestão dessas entidades durante missões oficiais.
Objetivos da coordenação brasileira
Segundo Zé Neto, a atuação do Brasil dentro da Rede Global permitirá qualificar a tomada de decisão no Congresso Nacional. O deputado ressaltou que a iniciativa fortalece o diálogo baseado em evidências, promove a cooperação internacional e abre espaço para networking e capacitação parlamentar em fóruns nacionais e internacionais.
A rede tem caráter suprapartidário, abrangendo parlamentares de diferentes orientações políticas, com o intuito de aprofundar a contribuição do legislativo brasileiro nas áreas de financiamento ao desenvolvimento, políticas públicas sustentáveis e integração econômica.
Importância estratégica da Rede Global
Criada para aproximar legisladores de instituições multilaterais, a Rede Parlamentar do Banco Mundial e FMI atua como um canal permanente de intercâmbio de informações, capacitação técnica e coordenação de esforços políticos. O Brasil, ao assumir protagonismo na coordenação local, busca reposicionar o Congresso como ator relevante nos debates sobre crescimento econômico, combate à pobreza e financiamento sustentável.
Especialistas avaliam que esse movimento pode aumentar a influência do legislativo brasileiro em negociações internacionais, permitindo maior alinhamento às transformações da economia global.








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