Educação na Bahia revela estagnação, falhas estruturais e ausência de políticas públicas modernas dos Governos Petistas 

A Bahia mantém indicadores educacionais abaixo da média nacional, com Ideb estagnado, baixos níveis de aprendizado em português e matemática e desigualdades raciais persistentes. A precariedade estrutural das escolas, somada à ausência de políticas modernas de gestão, reflete a incapacidade dos governos petistas de implementar reformas eficazes. O modelo corporativista, que prioriza privilégios sindicais em detrimento da qualidade, perpetua a ineficiência administrativa e compromete o futuro educacional do estado.
Indicadores do QEdu e do Inep expõem fragilidades no sistema educacional da Bahia e revelam falhas de gestão do governo do PT, que não moderniza a administração pública nem adota metas de desempenho.

A educação pública da Bahia enfrenta estagnação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), desigualdades raciais e sociais persistentes e graves deficiências estruturais. Sob sucessivos governos do PT, o estado permanece entre os piores do país em desempenho educacional. Sem políticas públicas modernas, metas de produtividade ou gestão meritocrática, a rede estadual reproduz privilégios corporativos, negligencia infraestrutura básica e compromete a formação de milhões de alunos, afastando a Bahia da média nacional e reforçando sua fragilidade institucional.

Desempenho estagnado e desigualdade persistente

A Bahia permanece entre os estados com piores índices educacionais do país. O Ideb de 2023 mostra notas de 4,9 nos anos iniciais e 3,9 nos anos finais do Ensino Fundamental, abaixo da média nacional. Em português, apenas 39% dos estudantes atingem aprendizado adequado, enquanto em matemática o índice é de 27%, confirmando a incapacidade do sistema estadual em garantir qualidade mínima de ensino.

Além do baixo rendimento, há desigualdades expressivas. Estudantes de nível socioeconômico baixo e de raça preta ou indígena apresentam desempenho inferior à média, revelando que a rede não conseguiu estruturar políticas inclusivas eficazes para combater a desigualdade social e racial.

A ausência de políticas públicas efetivas

Os dados revelam um problema que vai além dos indicadores: a inexistência de políticas públicas robustas de gestão. O governo do PT na Bahia, comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues, e apoiado por parlamentares como o deputado Robinson Almeida, falha em implementar mecanismos modernos de administração educacional.

Não há sistemas de metas claras de desempenho, nem avaliação individual da qualidade dos serviços prestados por professores. A frequência ao trabalho continua um ponto sensível, sem instrumentos de monitoramento eficaz. Além disso, inexiste avaliação sistêmica das unidades escolares, que permita diferenciar escolas eficientes daquelas que necessitam de intervenção urgente.

Privilégios corporativos em detrimento da qualidade

Outro ponto crítico é a prioridade do PT em defender privilégios de servidores, frequentemente associados a sindicatos ligados à base aliada, em vez de formular uma agenda que garanta igualdade de direitos entre a população e eficiência no serviço público.

Essa postura reforça uma lógica de gestão corporativista, em que a máquina estatal funciona para sustentar categorias específicas, em vez de perseguir um modelo moderno, meritocrático e transparente de administração pública. O resultado é a perpetuação de um serviço público de baixo desempenho, incapaz de colocar a Bahia na vanguarda nacional.

Infraestrutura e gestão paralisada

Além das falhas de governança, a infraestrutura escolar permanece precária. Apenas 22% das escolas têm bibliotecas, 13% contam com laboratórios de informática e 4% com laboratórios de ciências. Apenas 38% possuem rede pública de esgoto, refletindo um atraso estrutural incompatível com as necessidades de uma sociedade moderna.

Sem gestão eficiente, investimentos se dispersam sem retorno em qualidade. A ausência de metas de desempenho e de cobrança de resultados transforma o orçamento educacional em mero gasto, não em investimento estratégico para o futuro do estado.

Abaixo da média nacional

O governo do PT na Bahia tem demonstrado incapacidade de reformar a administração pública em bases modernas. Ao privilegiar sindicatos e interesses corporativos, renuncia à implantação de sistemas meritocráticos de avaliação, metas de produtividade e monitoramento de resultados — práticas já consolidadas em experiências bem-sucedidas no Brasil e no exterior.

Esse modelo arcaico perpetua a estagnação da educação e limita a capacidade do estado de competir em escala nacional. Em vez de conduzir uma transformação capaz de posicionar a Bahia na vanguarda da educação e da economia, o PT sustenta um padrão de gestão ineficiente, atrasado e complacente com privilégios, em claro prejuízo ao direito de milhões de alunos a uma formação de qualidade.

Os indicadores confirmam a fragilidade estrutural: o Ideb segue abaixo da média nacional e a proporção de alunos com aprendizado adequado permanece distante da meta de 70% estipulada pelo movimento Todos Pela Educação.

O problema, contudo, não se restringe ao baixo desempenho. Persistem desigualdades raciais e socioeconômicas, que penalizam sobretudo pretos, indígenas e estudantes de baixa renda. O Ideb revela que as oportunidades de aprendizagem oferecidas pela rede estadual são estruturalmente inferiores às do restante do país, consolidando um ciclo de exclusão social e educacional.

A situação é agravada pelas altas taxas de reprovação, abandono e distorção idade-série, que revelam a incapacidade do sistema em assegurar permanência e progressão adequada. A precariedade da infraestrutura escolar, marcada pela ausência de bibliotecas, laboratórios, quadras e saneamento básico, compromete ainda mais a qualidade do ensino e a motivação dos alunos.

Esse quadro denuncia a ausência de políticas públicas eficazes de gestão, bem como a falta de metas claras e de mecanismos de avaliação do desempenho de professores e escolas. O resultado é um serviço público que não assegura qualidade, mas que, paradoxalmente, insiste em manter privilégios corporativos em vez de adotar critérios de eficiência e equidade.

Sob administrações sucessivas do PT, a Bahia fracassa em modernizar sua gestão e em criar um modelo que posicione o estado na vanguarda nacional. O resultado é a perpetuação de um setor público ineficiente, oneroso e incapaz de entregar resultados à sociedade, reforçando a percepção de atraso e incompetência administrativa.

Principais dados educacionais da Bahia

1. Desempenho escolar (Saeb/Ideb 2023)

  • Ideb: 4,9 (anos iniciais) e 3,9 (anos finais).
  • Português: 5,18 (AI) e 4,55 (AF).
  • Matemática: 5,33 (AI) e 4,43 (AF).
  • Taxa de aprovação: 93% (AI) e 87% (AF).

2. Aprendizado adequado (proficiente/avançado)

  • 2019: 41% (português) e 30% (matemática).
  • 2021: 38% (português) e 22% (matemática).
  • 2023: 39% (português) e 27% (matemática).
    → Estagnação com baixo avanço, sobretudo em matemática.

3. Equidade educacional

  • Português: 36% (baixo NSE), 39% (alto NSE); 34% (pretos), 40% (brancos), 32% (indígenas).
  • Matemática: 23% (baixo NSE), 29% (alto NSE); 22% (pretos), 29% (brancos), 21% (indígenas).
    → Desigualdades persistentes de raça e classe social.

4. Índice de Oportunidade da Educação Brasileira (Ioeb)

  • Bahia: 4,6 em 2023 (Brasil: 5,7).
  • Diferença estrutural em relação à média nacional.

5. Indicadores de fluxo escolar

  • Reprovação: índices relevantes em todas as etapas, contrariando recomendações de política pública.
  • Abandono: ainda significativo, especialmente no Ensino Médio.
  • Distorção idade-série: elevada, com grande parcela de estudantes em atraso escolar.

6. Infraestrutura escolar

  • Biblioteca: 22%.
  • Laboratórios: 13% (informática) e 4% (ciências).
  • Quadra de esportes: 26%.
  • Saneamento: 38% com esgoto e 73% com água tratada.
  • Conectividade: 72% com banda larga.
  • Serviços básicos: 100% com alimentação e 99% com energia elétrica.

Fonte dos dados

QEDU; INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA – INEP. Dados Educacionais de Bahia: Use dados. Transforme a educação. Brasília: Inep, 2023. Disponível em: https://qedu.org.br/uf/29-bahia. Acesso em: 03 set. 2025.


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