O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica nesta quarta-feira (17/09/2025), após ser admitido no Hospital DF Star, em Brasília, na tarde de terça-feira (16/09/2025), devido a vômitos, tontura, queda de pressão arterial e pré-síncope.
Segundo nota do hospital, Bolsonaro apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso endovenoso. O laudo das lesões cutâneas, removidas em cirurgia realizada no domingo (14/09/2025), indicou a presença de carcinoma de células escamosas in situ, conhecido como doença de Bowen, com necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica.
Carcinoma de células escamosas in situ
O carcinoma de células escamosas in situ é uma forma inicial de câncer de pele, localizada na camada superficial da pele, e não invasiva, ou seja, não se espalha para outras partes do corpo.
A equipe médica que assinou o comunicado é composta por Cláudio Birolini (chefe da equipe cirúrgica), Leandro Echenique (cardiologista) e os diretores do hospital, Guilherme Meyer e Allisson Barcelos Borges.
Prisão domiciliar e medidas cautelares
Desde 04/08/2025, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada no inquérito em que o ex-presidente e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), são investigados por intervenções junto ao governo dos EUA para medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do STF, incluindo cancelamento de vistos e aplicação da Lei Magnitsky.
Alteração na escolta do ex-presidente
Nesta quarta-feira (17/09/2025), o ministro Alexandre de Moraes determinou que a escolta de Bolsonaro deve ser feita exclusivamente pela Polícia Federal ou Polícia Penal do Distrito Federal, sem participação de agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A medida atende à necessidade de padronizar os deslocamentos, após inconsistências registradas durante saída de Bolsonaro para procedimento médico no hospital DF Star, quando o desembarque e embarque ocorreram de forma irregular e sob aglomeração de apoiadores.
“Determino que todo o transporte, deslocamento e escolta de Jair Messias Bolsonaro deverá ser organizado, coordenado e realizado pela Polícia Federal ou Polícia Penal, conforme a necessidade, sem participação dos agentes do GSI”, disse Moraes.
Decisão do STF e condenações recentes
Na semana anterior, a Primeira Turma do STF, por 4 votos a 1, condenou Bolsonaro e outros sete réus na ação penal da trama golpista. Foram reconhecidos os crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência, grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
Acompanhamento e orientações médicas
Apesar da alta hospitalar, Bolsonaro seguirá sob monitoramento médico, com reavaliações periódicas das lesões cutâneas. O tratamento segue protocolos de vigilância clínica e cuidados dermatológicos, considerando o diagnóstico de carcinoma in situ.
*Com informações da Agência Brasil.








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