Mais de 250 mil palestinos deixam Gaza enquanto Israel intensifica ofensiva militar

Mais de 250 mil moradores deixaram a cidade de Gaza nas últimas semanas, segundo o Exército de Israel, que intensificou bombardeios e operações militares contra o território. A ofensiva, que tem como alvo as chamadas “infraestruturas terroristas”, busca reduzir riscos para as tropas em futuras etapas da operação, enquanto a população civil enfrenta deslocamentos em larga escala e aumento de vítimas.

Mortes e ataques a áreas residenciais

De acordo com a Defesa Civil de Gaza, controlada pelo Hamas, 62 pessoas morreram nas últimas 24 horas em toda a Faixa de Gaza, sendo 35 apenas na cidade. Um ataque aéreo no noroeste da cidade atingiu uma residência, matando 14 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças. Duas escolas da UNRWA, que serviam como abrigos, foram bombardeadas no campo de refugiados de Al-Chati após ordens de evacuação, segundo fontes locais.

Avisos de evacuação e intenção de controle total

O porta-voz do Exército israelense para o público árabe, Avichay Adraee, informou que mais de um quarto da população da cidade de Gaza, estimada em cerca de um milhão de pessoas pela ONU, já deixou a área. Israel lançou panfletos pedindo evacuação imediata pela rua Al-Rachid, com o objetivo de assumir o controle da cidade, considerada um dos últimos redutos do Hamas.

Destruição de torres residenciais e alerta humanitário

Nos últimos dias, forças israelenses destruíram torres residenciais, com o objetivo de enfraquecer a infraestrutura do Hamas e proteger suas tropas. Organizações humanitárias alertam que novos deslocamentos de população do norte para o sul da Faixa de Gaza são inviáveis, colocando em risco vidas civis e ampliando a crise humanitária na região.

Contexto do conflito e consequências humanitárias

O conflito atual teve início em 7/10/2023, com um ataque do Hamas em território israelense, que resultou em 1.219 mortes, a maioria civis. A resposta militar de Israel causou ao menos 64.756 mortes em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local. A ofensiva gerou destruição generalizada, crise humanitária e escassez de alimentos, levando a ONU a declarar estado de fome no território, negado por Israel, que mantém cerco à região.

*Com informações da RFI.


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