O mercado financeiro projeta crescimento de 2,16% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, abaixo dos 2,19% estimados na semana anterior, conforme o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (08/09/2025) pelo Banco Central (BC). Para 2026 e 2027, as previsões são de crescimento de 1,85% e 1,88%, respectivamente. No segundo trimestre de 2025, o PIB brasileiro cresceu 0,4%, segundo o IBGE, representando desaceleração frente ao 1,3% registrado no primeiro trimestre.
Inflação mantém trajetória acima da meta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, manteve-se em 4,85%, interrompendo tendência de queda observada nas últimas 14 semanas. Apesar da redução nos preços de alimentos em julho, o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 5,23%, acima do teto da meta de 4,5%, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2026 e 2027, a expectativa de inflação é de 4,3% e 3,94%, respectivamente.
Política monetária e taxa Selic
A Selic permanece em 15% ao ano, percentual mantido pelo Copom do BC para controlar a inflação. Para 2026 e 2027, o mercado projeta 12,5% e 10,5%, respectivamente. O recuo da inflação e a desaceleração econômica levaram o Comitê a interromper o ciclo de aumento da taxa, mas a autoridade monetária não descarta novas elevações caso seja necessário.
Projeção do dólar e impacto no mercado
O Boletim Focus indicou leve redução na cotação do dólar, projetada em R$ 5,55 para o final de 2025, mantendo-se estável em R$ 5,60 para 2026 e 2027. A cotação do dólar influencia diretamente os preços de importação, exportação e a política de juros, refletindo no comportamento do crédito e da atividade econômica no país.
Perspectivas econômicas
O mercado financeiro sinaliza desaceleração do crescimento econômico, manutenção da taxa básica de juros e controle parcial da inflação, considerando fatores internos e externos, como a política comercial dos Estados Unidos e flutuações cambiais. Essas projeções orientam decisões de empresas, investidores e órgãos governamentais sobre crédito, investimentos e políticas econômicas.
*Com informações da Agência Brasil.








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