A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana, em parceria com entidades locais, apresentou na quinta-feira (25/09/2025) o balanço da Missão Brasília 2025 e anunciou a criação de uma comissão responsável por acompanhar de perto o andamento das pautas defendidas na capital federal. A iniciativa contou com apoio e liderança do deputado federal José Cerqueira Neto (Zé Neto, PT) e busca assegurar que as propostas apresentadas avancem além da entrega formal de documentos, transformando-se em conquistas concretas para o município.
Mobilização em Brasília e entrega da Carta de Compromisso
Entre os dias 16 e 18 de setembro, lideranças políticas, empresariais e institucionais estiveram em Brasília, levando uma pauta estratégica de dez prioridades para o desenvolvimento da cidade. O ponto alto da missão foi a entrega da Carta de Compromisso ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, documento que inclui projetos como a implantação do Hospital Baiano de Oncologia, a criação de uma Universidade Federal em Feira de Santana e a viabilidade do Trem Intercidades Salvador–Feira de Santana.
Além do presidente Lula, receberam a Carta autoridades como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, o ministro das Cidades, Jader Filho, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo. A bancada baiana no Congresso também foi acionada, com a entrega do documento a 11 dos 39 deputados federais do estado.
Comissão de acompanhamento permanente
O presidente da CDL-Feira, Juscelino Brito, destacou que a comissão terá como objetivo fiscalizar o trâmite de cada demanda junto aos ministérios, ao Congresso Nacional e às autoridades estaduais.
“Não é apenas entregar uma pauta e comemorar. Vamos acompanhar cada etapa e dar transparência ao andamento das propostas, para que o compromisso se traduza em resultados concretos para Feira de Santana”, afirmou.
O presidente da CDL Jovem, Luís Mercês Jr., definiu a Missão Brasília como um ato de cidadania, lembrando que melhorias em infraestrutura e qualidade de vida fortalecem diretamente o ambiente de negócios. A visão de integração foi compartilhada por líderes como Sandro Santana (Avamfs) e Geraldo Pires (Cifs), que ressaltaram a importância da união entre comércio, indústria e serviços.
União, autoestima e protagonismo local
Para o presidente da Associação Comercial (Acefs), Genildo Melo, a mobilização trouxe um sentimento de autoestima renovada. Ele destacou a participação ativa de centenas de feirenses no aniversário de 192 anos da cidade como um marco simbólico.
A imprensa, presente em cada etapa da missão, também foi valorizada no balanço. Jornalistas como Dandara Barreto e Fabiano Cerqueira relataram a relevância da experiência para suas carreiras e para a repercussão junto ao público. Comunicadores locais que acompanharam de Feira, como Reginaldo Júnior e Ney Silva, reforçaram o engajamento da população nas pautas apresentadas e o reconhecimento ao esforço das lideranças.
Demandas estratégicas apresentadas em Brasília
A Carta de Compromisso elencou dez prioridades para o desenvolvimento de Feira de Santana e da região:
- Hospital Baiano de Oncologia (HBO);
- Universidade Federal em Feira de Santana;
- Rodoanel de Feira de Santana;
- Projeto de mobilidade e infraestrutura de acesso à cidade;
- Ampliação do aeroporto e melhoria das vias de acesso;
- Estudo de viabilidade da Perimetral Norte;
- Construção de um novo batalhão da Polícia Militar;
- Ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário – Bacia do Pojuca;
- Autorização para licitação da 2ª etapa da requalificação do CIS Tomba;
- Liberação da Autorização Ferroviária do Trem Intercidades Salvador–Feira de Santana (TIC-SFS).
Padrão de mobilização cívica
A Missão Brasília 2025 revelou um padrão de mobilização cívica cada vez mais frequente em cidades médias brasileiras, que buscam protagonismo político e econômico por meio da articulação institucional. O envolvimento de entidades empresariais, lideranças sociais e apoio parlamentar reforça o peso da iniciativa. Contudo, o desafio está na efetividade da execução, já que muitas dessas pautas dependem de decisões orçamentárias complexas e disputas políticas em nível federal. A comissão permanente surge como um mecanismo de pressão e monitoramento, mas sua capacidade real de influência será testada nos próximos meses.








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