Na segunda-feira (01/09/2025), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou estar preparado para iniciar uma “luta armada” caso o país seja invadido pelos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio à mobilização militar norte-americana nas águas do Caribe, considerada por Caracas como ameaça direta à soberania nacional. Maduro acusou Washington de buscar uma mudança de regime e ressaltou que a Venezuela não cederá a pressões externas.
Mobilização militar e ameaças
Segundo Maduro, oito navios de superfície equipados com cerca de 1.200 mísseis, além de um submarino norte-americano, estão posicionados estrategicamente para intimidar o país. O presidente qualificou a ação como a “maior ameaça que nosso continente já enfrentou nos últimos 100 anos”, chamando-a de injustificável, imoral e criminosa.
Além disso, Maduro informou que cerca de 8,2 milhões de milicianos foram alistados como reservistas, enquanto a Marinha venezuelana e drones de vigilância patrulham as águas territoriais. Especialistas questionam, porém, a veracidade do número de milicianos.
Tensões diplomáticas e acusações mútuas
As relações diplomáticas entre Caracas e Washington estão oficialmente rompidas desde 2019. Maduro revelou que os últimos canais de comunicação abertos entre os governos foram recentemente encerrados. O governo dos EUA, por sua vez, acusa Maduro de liderar uma rede de narcotráfico conhecida como Cartel dos Sóis, considerada organização terrorista por Washington, que elevou a recompensa pela captura do presidente venezuelano para US$ 50 milhões (mais de R$ 270 milhões).
O presidente venezuelano afirmou que qualquer agressão resultará em resposta armada imediata, garantindo a defesa do território nacional, da história e do povo da Venezuela. Maduro destacou que a nação não cederá a chantagens ou ameaças de qualquer natureza.
Preparação interna e reforço militar
Além do alistamento de reservistas, o governo venezuelano reforçou a vigilância das fronteiras marítimas e intensificou exercícios militares em pontos estratégicos. A retórica de Maduro reforça a posição de resistência diante do que considera escalada militar dos EUA.
Analistas internacionais observam que a situação mantém o Caribe e a América do Sul em alerta, enquanto as potências globais acompanham de perto a evolução da crise, sem declarações oficiais de Washington sobre uma invasão iminente.
*Com informações da RFI.









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