Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, com cerca de 685 mil habitantes e PIB estimado em R$ 17,1 bilhões, será contemplada com ações do Programa Parque Sem Fronteiras, iniciativa vinculada ao Parque Tecnológico da Bahia. O movimento faz parte da política de interiorização da inovação, conectando ecossistemas locais a estratégias estaduais de ciência e tecnologia.
O investimento foi viabilizado por meio de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que destinou aproximadamente R$ 11 milhões para a expansão. Desse montante, R$ 1,2 milhão serão aplicados diretamente em Feira de Santana, além de outras três cidades baianas que participam do programa: Ilhéus, Vitória da Conquista e Juazeiro.
Recrutamento de profissionais e fortalecimento regional
A execução do projeto está a cargo da Associação das Empresas do Parque Tecnológico da Bahia (AEPTECBA), organização social responsável pela gestão do equipamento. Como parte da estratégia de implantação, a entidade iniciou processo seletivo para recrutar um agente de inovação local, que atuará como elo entre o Parque e os ecossistemas regionais. O profissional deverá possuir formação superior e será responsável por coordenar articulações institucionais, projetos de inovação e parcerias estratégicas.
Candidatos interessados podem enviar currículo para o e-mail institucional (rh@parquetecnologico-ba.org.br). A medida busca valorizar a mão de obra qualificada do próprio município, consolidando o protagonismo local no processo de transformação tecnológica.
Perfil econômico de Feira de Santana favorece inovação
A iniciativa encontra terreno fértil em Feira de Santana. De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), 81,7% do PIB do município é oriundo do setor de serviços, marcado pela força do comércio e pela relevância logística. A cidade é considerada o maior entreposto rodoviário do Nordeste, o que a torna estratégica para políticas de inovação e integração entre empresas, universidades e centros de pesquisa.
Parcerias institucionais e papel da UEFS
A expansão do Parque Tecnológico na região terá como parceira central a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que já conta com a Agência INOVA UEFS, responsável pela gestão da política institucional de inovação da instituição. A integração entre o Parque e a universidade deverá fomentar pesquisa aplicada, incubação de startups, transferência de tecnologia e apoio ao empreendedorismo local.
Esse modelo de cooperação fortalece a chamada tríplice hélice da inovação, que conecta universidades, empresas e governo em prol do desenvolvimento científico e tecnológico.
Inovação descentralizada
A interiorização das ações do Parque Tecnológico da Bahia representa um passo significativo na consolidação de uma política de inovação descentralizada, capaz de reduzir as desigualdades regionais. Contudo, a efetividade dependerá da capacidade de articulação entre o setor público, a universidade e a iniciativa privada.
O desafio central será garantir continuidade aos investimentos e transformar a vocação comercial de Feira de Santana em um polo de inovação tecnológica sustentável, evitando que a ação se limite a iniciativas pontuais sem resultados de longo prazo.
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