Prefeito José Ronaldo cobra investimentos estruturantes para Feira de Santana em Sessão Especial da Câmara dos Deputados

A Sessão Especial na Câmara dos Deputados em 17/09/2025 celebrou os 192 anos de Feira de Santana, reunindo autoridades e lideranças em Brasília. O prefeito José Ronaldo de Carvalho defendeu a implantação de um aeroporto de grande porte, o complemento do Anel de Contorno e a criação de uma universidade federal própria. As propostas destacam o papel estratégico da cidade no cenário regional e nacional, mas revelam desafios históricos de infraestrutura e educação que ainda aguardam solução.
Prefeito José Ronaldo de Carvalho defende investimentos estratégicos durante Sessão Especial da Câmara dos Deputados em homenagem aos 192 anos de Feira de Santana.

Na manhã desta quarta-feira (17/09/2025), a Câmara dos Deputados realizou uma Sessão Especial em homenagem aos 192 anos de emancipação política de Feira de Santana, no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília. O evento contou com a presença do prefeito José Ronaldo de Carvalho, do governador Jerônimo Rodrigues, além de parlamentares federais, estaduais, representantes da Câmara Municipal, entidades empresariais, movimentos sociais e sindicais.

A solenidade, transmitida ao vivo pela TV Câmara, integrou a programação oficial das comemorações do aniversário do município, celebrado nesta quinta-feira (18).

José Ronaldo defende implantação de aeroporto estratégico

Em discurso, o prefeito José Ronaldo destacou a importância de Feira de Santana no cenário baiano e nacional, ressaltando a necessidade de investimentos estruturantes para o desenvolvimento futuro da cidade.

Entre as prioridades, enfatizou a implantação de um aeroporto de grande porte, com capacidade para transporte de passageiros e cargas. Segundo o gestor, a obra teria papel estratégico para o Nordeste e para a Bahia, ampliando a integração logística e impulsionando a economia regional.

“Não é mais possível conviver sem um aeroporto de grande importância para Feira de Santana. Essa não é apenas uma demanda da cidade, mas de toda a região. Um aeroporto de carga, por exemplo, teria papel estratégico para o Nordeste e para a Bahia”, afirmou.

Mobilidade urbana e infraestrutura viária

José Ronaldo também ressaltou a relevância da obra de complemento da avenida Eduardo Fróes da Motta, o Anel de Contorno, recentemente autorizada. Para o prefeito, trata-se de uma intervenção essencial para melhorar a mobilidade urbana, desafogar o tráfego e garantir maior eficiência no escoamento da produção.

Esse projeto se soma a outras iniciativas de infraestrutura consideradas indispensáveis para adequar a cidade ao seu papel de maior entroncamento rodoviário do Brasil.

Ampliação do ensino superior público

Outro ponto destacado pelo gestor foi a necessidade de ampliação do ensino superior público em Feira de Santana.

O prefeito defendeu a criação de uma universidade federal própria, superando o modelo de extensões existentes. Também chamou atenção para a importância de mais recursos e equipamentos para instituições já instaladas, de modo a atender às crescentes demandas da população local e regional.

“Feira precisa de uma universidade federal própria, e não apenas de extensões. Além disso, as instituições que já existem necessitam de mais recursos e equipamentos para atender às demandas da população”, pontuou.

Feira de Santana como motor econômico

Durante a homenagem, José Ronaldo exaltou a trajetória histórica de Feira de Santana, sua vocação acolhedora e o papel de motor econômico do Estado da Bahia.

Ele lembrou que o município se consolidou como a 34ª maior cidade do Brasil, com expressivo crescimento econômico e social, reforçando sua condição de polo regional. A posição estratégica de Feira, associada à força do comércio, da indústria e dos serviços, garante relevância para além das fronteiras estaduais.

Lacunas históricas de infraestrutura

A presença de lideranças políticas e empresariais na Sessão Especial confirma a centralidade de Feira de Santana na dinâmica regional. Entretanto, os pleitos levantados pelo prefeito José Ronaldo expõem lacunas históricas de infraestrutura e educação superior, que limitam o pleno aproveitamento do potencial econômico da cidade.

A cobrança por um aeroporto de grande porte e uma universidade federal própria traduz a disputa por investimentos federais em um contexto de descentralização desigual. A capacidade de transformar esses discursos em projetos concretos dependerá da articulação entre os entes federativos e da pressão política sobre Brasília.


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