O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (22/09/2025), a criação de um Estado palestino independente coexistindo com Israel, durante a segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e Implementação da Solução de Dois Estados, realizada em Nova York, nos Estados Unidos. Convocada por França e Arábia Saudita, a conferência antecede a abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), prevista para esta terça-feira (23/09/2025).
Defesa da solução de dois Estados
Lula destacou que o único caminho para a paz no Oriente Médio é a implementação da solução de dois Estados, com a criação de um Estado da Palestina independente e viável, coexistindo lado a lado com Israel, em paz e segurança, dentro das fronteiras de (1967).
O presidente criticou a violência na Faixa de Gaza e afirmou que “tanto Israel quanto a Palestina têm o direito de existir”. Em sua fala, Lula também recordou que o Brasil condenou os ataques do Hamas, mas alertou que o direito de defesa não pode justificar a morte de civis, a destruição de lares e o uso da fome como arma de guerra.
Contexto histórico e ONU
Lula relembrou que a questão palestina começou há 78 anos, quando a Assembleia Geral da ONU aprovou o Plano de Partilha, que previa a criação de dois Estados, mas apenas Israel foi estabelecido. Segundo ele, o conflito simboliza os desafios do multilateralismo e mostra como o veto no Conselho de Segurança pode bloquear soluções para crises internacionais.
Reconhecimento internacional
Durante o encontro, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o reconhecimento do Estado da Palestina, unindo-se a Austrália, Canadá, Reino Unido e Portugal, que formalizaram a decisão no domingo (21/09/2025). Lula destacou que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a Palestina, em (2010), e defendeu a criação de um órgão internacional inspirado no Comitê Especial contra o Apartheid para apoiar a autodeterminação palestina.
Participação na 80ª Assembleia Geral da ONU
Como ocorre desde (1955), o Brasil será o primeiro país a discursar na abertura do Debate Geral da Assembleia Geral da ONU. Lula fará seu pronunciamento nesta terça-feira (23/09/2025), após as falas do secretário-geral António Guterres e da presidenta da 80ª AGNU, Annalena Baerbock.
O tema da 80ª sessão será “Melhor Juntos: 80 anos e mais para paz, desenvolvimento e direitos humanos”, em referência às oito décadas de fundação da ONU, criada em (1945) com a assinatura da Carta de São Francisco. Lula também terá reuniões bilaterais com líderes internacionais à margem do evento.










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