O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira (24/09/2025), afirmando que o mundo enfrenta a “consolidação de uma desordem internacional”, marcada por concessões à política do poder, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais. O líder brasileiro destacou que democracia e soberania são inegociáveis e defendeu maior protagonismo da ONU na ação climática global.
Ação climática e COP30
Lula afirmou que a COP30, a ser realizada no Brasil em novembro (2025), será “a COP da verdade”, exigindo compromissos concretos dos líderes mundiais. O presidente ressaltou que muitos países ainda não atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), essenciais para enfrentar a crise climática.
O Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% das emissões de gases de efeito estufa, abrangendo todos os setores da economia. Lula convocou outros líderes a agir, lembrando que bombas e armas nucleares não protegerão o planeta.
Conselho global de ação climática
O presidente brasileiro propôs a criação de um Conselho sobre ação climática vinculado à Assembleia Geral da ONU, com força para monitorar compromissos climáticos. Segundo Lula, esse órgão é um passo fundamental para reformas mais amplas, incluindo um Conselho de Segurança ampliado.
Pobreza, fome e direitos humanos
Lula abordou questões sociais, afirmando que a democracia falha diante da desigualdade de gênero, violência contra mulheres e exclusão de migrantes. O presidente destacou a saída do Brasil do Mapa da Fome em 2025, mas lembrou que 670 milhões de pessoas ainda vivem em situação de fome no mundo.
Como propostas, sugeriu redução de gastos com guerras, aumento da ajuda ao desenvolvimento, alívio da dívida externa e tributação mínima global para super-ricos. Sobre Gaza, afirmou que a fome é usada como arma de guerra e denunciou deslocamentos forçados e genocídio em andamento, destacando que o Direito Internacional Humanitário está sendo violado.
Governança digital e inteligência artificial
Lula declarou que a internet não pode ser uma terra sem lei, ressaltando que regulamentação digital não restringe liberdade de expressão, mas garante que atos ilegais no mundo real sejam punidos no ambiente virtual. O Brasil atua para fomentar concorrência digital e instalação de datacenters sustentáveis, além de desenvolver governança multilateral de inteligência artificial em linha com o Pacto Digital Global.
Desafios e prioridades globais
O discurso reforçou a necessidade de combinar soberania, democracia, justiça social e ação climática, alinhando políticas internas e internacionais para enfrentar crises ambientais, sociais e digitais.
*Com informações da ONU News.











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