Produtores de minério de ferro, ouro e cobre concentram mais de 74% da produção mineral no Brasil

As 200 maiores empresas do setor mineral foram responsáveis por 86% do valor da Produção Mineral Brasileira (PMB) em 2024, que totalizou R$ 270,8 bilhões, excluindo petróleo e gás. O mesmo grupo respondeu por 93,5% da arrecadação da CFEM (Contribuição Financeira pela Exploração Mineral), que somou R$ 7,45 bilhões no período.

Entre os segmentos minerais, o minério de ferro lidera, representando 59,2% do valor total da produção e 74,6% da CFEM, devido à alíquota de 3,5% aplicada ao setor. Em seguida, aparecem o ouro, com 7,77% do valor da produção e 4,22% da CFEM, e o cobre, com 7,41% do valor da PMB e 5,40% da CFEM. Outros minerais com participação relevante incluem calcário (2,13%), bauxita (2,05%), agregados (1,88%), fertilizantes (1,73%), carvão (0,43%), rochas ornamentais (0,33%) e estanho (0,24%).

Em termos de número de empresas, minério de ferro e agregados lideram com 43 empresas cada, seguidos pelo calcário (36), ouro (22), carvão e rochas ornamentais (7 cada), cobre e estanho (5 cada) e fertilizantes e bauxita (4 cada).

Minério de ferro: Vale e Anglo American

A Vale mantém a liderança no segmento, com mais de 40% do valor da produção mineral e quase 55% do total de CFEM em 2024. A empresa produziu 327,7 milhões de toneladas de minério de ferro, distribuídas entre os sistemas Sudeste, Sul e Norte, além de 36,9 milhões de toneladas de pelotas, gerando US$ 31,4 bilhões em receita financeira.

Para 2025, a Vale projeta produção entre 325 e 335 milhões de toneladas, com perspectiva de atingir 360 milhões de toneladas em 2030, apoiada em programa de investimentos de US$ 5,299 bilhões, incluindo expansão em Serra Sul – S11D, maximização em Capanema e aumento de capacidade em Serra Norte.

A Anglo American ocupa a segunda posição entre os produtores de minério de ferro, com 25 milhões de toneladas produzidas em 2024, no Sistema Minas-Rio, gerando R$ 11,6 bilhões em receita operacional líquida. A empresa adquiriu recursos minerais da Serra da Serpentina, antes da Vale, que manteve 15% de participação nas operações e opção de aumentar participação futuramente.

A Anglo American investe US$ 1,12 bilhão até 2027 em dois projetos em Conceição do Mato Dentro (MG): planta de filtragem de rejeitos, com capacidade de 24,5 milhões t/ano, e instalação de Recleaner e Vertimills, com aumento de 1,7 milhão t/ano na produção, previstos para operação em 2026 e 2027, respectivamente. O 2º alteamento da barragem do Sistema Minas-Rio elevará a cota de 700 para 725 metros, garantindo operação da mina por mais 50 anos.


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