A 22ª Parada do Orgulho LGBT+ da Bahia reuniu milhares de pessoas neste domingo (14/09/2025), no Farol da Barra, em Salvador. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) apoiou a manifestação, que neste ano abordou o tema “Envelhecer sem Vergonha. Com Orgulho!”, destacando a importância do direito de envelhecer com liberdade e respeito à sexualidade, promovendo diversidade e inclusão social.
Luta por direitos e diversidade
O público presente reforçou a necessidade de políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN idosa, reivindicando qualidade de vida, direito de amar livremente e viver com dignidade. O secretário Felipe Freitas destacou em discurso a relevância do evento:
“Esse é um ato importante de respeito, dignidade e valorização da vida. Que todos possam amar de forma justa, democrática, com respeito e seus direitos”.
Entre as autoridades presentes estavam a secretária estadual da Igualdade Racial, Ângela Guimarães, a cantora e ativista Léo Áquila, madrinhas do evento, e o ator e diretor teatral Marcos Melo, padrinho da Parada. Apresentações musicais, de drag queens e trios elétricos integraram a programação cultural e política.
Inclusão e acessibilidade
Integrada à agenda do Setembro Verde, a Parada trouxe pelo terceiro ano consecutivo um trio elétrico adaptado para pessoas com deficiência, promovido pela Associação Baiana para Cultura e Inclusão (ABACI). O espaço incluiu cadeirantes, pessoas com surdez e cegos, e contou com a apresentação da banda Frequência Elétrica.
A coordenadora Cristina Gonçalves afirmou: “As pessoas com deficiência têm direito de viver a sua sexualidade. Precisamos de respeito”.
Marcha Trans e mobilização social
No sábado (13/09/2025), a SJDH participou da 6ª Marcha Trans da Bahia, organizada pela Associação Baiana de Travestis, Transexuais e Transgêneros em Ação (Atração). O ato reuniu ativistas e pessoas trans, reafirmando a luta contra a violência e a discriminação, consolidando a marcha como maior ato de rua da população trans no Nordeste.
Ao longo do trajeto da Parada LGBT+, bandeiras e palavras de ordem reforçaram a mensagem de que a luta por direitos é contínua, exigindo visibilidade e combate à desinformação e narrativas de ódio.










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