Brasil recebe The Gallery, uma das maiores exposições de arte pública do mundo, com foco na crise climática e sustentabilidade

Mostra internacional exibe obras em painéis digitais de oito capitais brasileiras como parte do Ano Cultural Brasil/Reino Unido (2025-26).
Mostra internacional exibe obras em painéis digitais de oito capitais brasileiras como parte do Ano Cultural Brasil/Reino Unido (2025-26).

O Brasil sedia, a partir desta segunda-feira (14/10/2025), uma das maiores exposições de arte pública do mundo, intitulada The Gallery. Sob o tema “Não é fácil ser verde”, a iniciativa reúne 16 artistas do Brasil, do Reino Unido e de outros sete países em uma ampla ação de arte e reflexão sobre a crise climática. As obras serão exibidas em painéis e telas de mídia digital out-of-home em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e Belém, além de diversas cidades do Reino Unido, incluindo Londres, Manchester, Edimburgo e Liverpool.

Exposição transforma espaços públicos em galerias de arte

A proposta da mostra é ocupar espaços originalmente destinados à publicidade e convertê-los em plataformas de expressão artística e ambiental, estimulando o público a refletir sobre responsabilidade social e sustentabilidade. As exibições acontecem de 14 de outubro a 18 de novembro no Brasil e integram a programação do Ano Cultural Brasil/Reino Unido 2025-26, promovido pelo British Council, em parceria com o Instituto Guimarães Rosa, ligado ao governo brasileiro.

No Reino Unido, a exposição começou em (07/10/2025) e seguirá até (04/11/2025), alcançando 13 cidades britânicas. Em cada uma delas, ruas, avenidas e centros urbanos são transformados em museus a céu aberto, ampliando o acesso à arte contemporânea e à reflexão coletiva sobre o impacto das mudanças climáticas.

Diversidade artística e diálogo global sobre o meio ambiente

Entre os artistas participantes estão Ackroyd & Harvey, Ed Hawkins, Hayden Kays, Thiago Rocha Pitta, Yinka Shonibare CBE RA, Uýra Sodoma, Olinda Tupinambá, Justin Brice Guariglia, entre outros nomes de 11 nacionalidades. As obras exploram diferentes linguagens artísticas, como fotografia, performance, escultura, land art e visualização de dados, abordando a emergência climática e os desafios ambientais globais sob múltiplas perspectivas.

De acordo com Tom Birtwistle, diretor do British Council no Brasil, o evento reforça o propósito do Ano Cultural em aproximar culturas e promover o diálogo por meio da arte.

“Poucos projetos traduzem tão bem a ideia de que a arte é para todos quanto The Gallery. Após o sucesso no Reino Unido, agora é a vez do Brasil”, afirmou.

Curadoria e alcance da mostra internacional

A curadoria, conduzida por Bakul Patki, destaca a amplitude das interpretações sobre o tema. Segundo ela, “cada obra oferece uma leitura única sobre a crise climática, manifestando emoções diversas como raiva, resiliência, ironia ou tristeza, e convidando o público a repensar a relação entre humanidade e natureza”.

Ao longo de mais de um mês de exibição, a expectativa é que milhões de pessoas tenham contato com as obras exibidas em espaços urbanos de grande circulação, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas globais de arte pública voltadas à sustentabilidade e à educação ambiental.


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