Brasil registra 29 casos confirmados de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (10/10/2025) que o Brasil contabiliza 29 casos confirmados de intoxicação por metanol, decorrentes da ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas, cinco a mais do que o último balanço divulgado na quarta-feira (08/10/2025). Até o momento, São Paulo concentra a maioria dos casos confirmados, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul.

Casos confirmados e suspeitas em investigação

Distribuição geográfica dos casos

Dos 29 casos confirmados, 25 ocorreram em São Paulo, três no Paraná e um no Rio Grande do Sul. No total, 217 notificações permanecem em investigação, número inferior ao registrado no último levantamento, quando 235 suspeitas estavam em análise.

Crescimento dos casos descartados

O número de casos suspeitos descartados aumentou para 249. Até o momento, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul são os únicos estados com confirmações de intoxicação por metanol.

Estados com maior número de suspeitas

O estado de São Paulo lidera as investigações com 160 notificações, representando 73,73% do total. Outros estados com registros em análise incluem:
Pernambuco: 31 suspeitas
Rio Grande do Sul: 4
Mato Grosso do Sul: 4
Piauí: 4
Rio de Janeiro: 3
Espírito Santo: 3
Goiás: 2
Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rondônia: 1 cada

Óbitos relacionados à intoxicação

Confirmados e em investigação

O Ministério da Saúde não registrou novos óbitos desde quarta-feira (08/10/2025). As cinco mortes confirmadas ocorreram em São Paulo.

Atualmente, 12 óbitos permanecem sob investigação, distribuídos em:
São Paulo: 6
Pernambuco: 3
Ceará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul: 1 cada

Investigação sobre a origem das bebidas adulteradas

Etanol de postos como possível fonte de contaminação

A Secretaria de Segurança Pública considera que o metanol presente nas bebidas possa ter origem na adulteração de etanol combustível comprado por falsificadores. A suspeita envolve o Primeiro Comando da Capital (PCC), investigado por adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, “o crime organizado adulterava o etanol para lucrar, e esse etanol contaminado acabou sendo usado por falsificadores de bebidas”.

Apreensão de garrafas e depoimentos

A investigação identificou que 1,8 mil garrafas foram apreendidas em diversos estabelecimentos, das quais 300 já passaram por perícia, e cerca de 50% apresentaram de 10% a 45% de metanol. Algumas garrafas continham apenas metanol, sem álcool etílico.

O dono de um bar envolvido confirmou a compra das bebidas de distribuidora não autorizada, que utilizava etanol de postos de combustíveis na fabricação irregular.

Histórico e declarações do governo

No final de setembro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou que o problema das contaminações por metanol é “estrutural”, sem relação direta com o crime organizado. A linha de investigação atual, porém, indica envolvimento de falsificação de etanol por grupos criminosos.

*Com informações da Agência Brasil.


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