Conselho de Segurança da ONU discute ações militares dos EUA contra embarcações venezuelanas no Caribe

Operações norte-americanas de combate ao narcotráfico elevam tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Venezuela, afirma a ONU.
Operações norte-americanas de combate ao narcotráfico elevam tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Venezuela, afirma a ONU.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas debateu, nesta sexta-feira (10/10/2025), as recentes ações militares dos Estados Unidos contra embarcações da Venezuela no sul do Caribe. Segundo o secretário-geral-assistente para Assuntos Políticos da ONU, Miroslav Jenca, a presença de forças norte-americanas em águas internacionais para reprimir carregamentos de drogas provenientes da Venezuela tem aumentado a tensão entre os dois países.

Operações e aumento da presença militar no Caribe

As operações norte-americanas, iniciadas em agosto de 2025, concentram-se em áreas próximas ao litoral venezuelano. O governo dos Estados Unidos afirma que as ações são parte de um esforço de combate ao narcotráfico e têm como objetivo levar à justiça os responsáveis pelo transporte ilegal de drogas.

Durante a sessão do Conselho, Jenca defendeu o início de um diálogo pacífico entre os dois governos, ressaltando que uma escalada militar poderia comprometer a segurança regional. O diplomata reiterou que as Nações Unidas estão dispostas a mediar negociações que possam conduzir a uma solução diplomática.

Reação da Venezuela e denúncias na ONU

Em 28/08/2025 (quinta-feira), o embaixador da Venezuela junto à ONU solicitou uma reunião com o secretário-geral António Guterres para relatar preocupações sobre a mobilização de militares norte-americanos no Caribe. Poucos dias depois, os Estados Unidos anunciaram que uma embarcação venezuelana havia sido atacada, sob a justificativa de transportar drogas, resultando na morte de pelo menos 11 pessoas.

Os confrontos se repetiram entre 15 e 19 de setembro e novamente em 03/10/2025 (sexta-feira). Segundo dados preliminares da ONU, ao menos 21 pessoas morreram, embora a organização não tenha conseguido confirmar a localização exata dos incidentes nem verificar os relatos de forma independente.

Estado de alerta e mobilização militar venezuelana

Diante da situação, o governo da Venezuela colocou o país em estado de alerta máximo. O presidente Nicolás Maduro afirmou que, embora não deseje um conflito armado, o país está preparado para defender sua soberania. Segundo ele, 4,5 milhões de membros da Milícia Bolivariana foram mobilizados para reforçar as Forças Armadas e proteger o território nacional.

A ONU fez um apelo para que ambas as partes reduzam as tensões e mantenham abertos os canais de comunicação diplomática. O órgão reiterou que está pronto para intermediar negociações e contribuir para a estabilidade regional.

*Com informações da ONU News.


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