O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (06/10/2025) que o depoente não conseguiu justificar o aumento significativo de seu patrimônio em poucos anos. Segundo Viana, o depoimento indicou que se trata de um grupo organizado com participação em fraudes contra aposentados e pensionistas.
“É impossível que uma pessoa que sai de São Paulo, ganhando R$ 5 mil, venha para Brasília e amealhe patrimônio só em carros superior a R$ 20 milhões, adega de R$ 7 milhões, imóveis e viagens. A Polícia Federal já o investiga como suposto laranja e os dados mostram que não possui lastro do patrimônio apresentado”, declarou o senador.
Patrimônio apreendido e suspeitas
O empresário Fernando Cavalcanti foi convocado pela CPMI por ter sociedades com o advogado Nelson Wilians e proximidade com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A comissão constatou que o padrão de vida de Cavalcanti é incompatível com sua renda, com apreensão de carros, motos, relógios e vinhos, incluindo uma Ferrari avaliada em R$ 4 milhões e um relógio de R$ 1,3 milhão. A investigação busca esclarecer se ele atuava como laranja em operações de lavagem de dinheiro relacionadas às fraudes no INSS.
Movimentação financeira e doações eleitorais
O senador Viana afirmou que o depoente movimentou grandes valores e manteve relações com empresas e associações envolvidas em fraudes. Cavalcanti admitiu doações eleitorais, reforçando suspeitas sobre o modus operandi do grupo, que, segundo Viana, atuava com influência política para corromper servidores e direcionar benefícios fraudulentos.
“É uma quadrilha que tomou de assalto a Previdência, com relacionamentos na política e liberdade de acesso ao Senado e à Câmara. O esquema demonstra que não esperavam ser descobertos”, acrescentou o presidente da CPMI.
Investigação e respostas à sociedade
A CPMI do INSS busca esclarecer à população as responsabilidades dos investigados e dos órgãos de controle sobre fraudes previdenciárias. O caso envolve patrimônio incompatível com renda declarada, possíveis operações de lavagem de dinheiro e doações eleitorais suspeitas, com a finalidade de mapear toda a rede de influência e os mecanismos do esquema.
*Com informações da Agência Senado.











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