Deputado Marcelino Galo contesta editorial do jornal Correio e defende o Pquali como política de Estado para reduzir a letalidade policial na Bahia

O deputado Marcelino Galo (PT) criticou o jornal Correio, de ACM Neto, por editorial que atacou o Pquali, programa interinstitucional criado para reduzir a letalidade policial na Bahia. Ele acusou o veículo de agir com viés político e defendeu o plano como uma iniciativa baseada em inteligência e preservação da vida. A controvérsia reacende o debate sobre o papel da imprensa e a independência editorial na política baiana.
O deputado estadual Marcelino Galo (PT) criticou o jornal Correio, de propriedade da família de ACM Neto, por editorial que atacou o Plano Estadual de Atuação Qualificada de Agentes do Estado (Pquali), iniciativa conjunta entre o Governo da Bahia, o TJBA, o MP e a ALBA.

O deputado estadual Marcelino Galo (PT) questionou nesta sexta-feira (24/10/2025) a postura editorial do jornal Correio, pertencente à família do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), após a publicação de um texto crítico ao Plano Estadual de Atuação Qualificada de Agentes do Estado (Pquali) — programa voltado à redução da letalidade policial na Bahia. O parlamentar afirmou que o veículo “atua a serviço de um projeto político” e não do interesse público.

Crítica à imprensa e questionamento de interesses políticos

Em nota, Galo afirmou que “é função da imprensa fiscalizar os poderes públicos e apontar os erros”, mas ponderou que “não se enquadra neste papel o veículo que, a serviço de um projeto político, condena qualquer tentativa de solução para um problema”. O parlamentar disse ainda que o editorial do Correio representa “uma tentativa mesquinha de desqualificar uma iniciativa que foi elogiada pela imprensa nacional, em artigo de especialista publicado pela Folha de S.Paulo”.

O deputado questionou o real propósito do jornal: “servir à sociedade ou apenas ao interesse político de seu dono?”. Para ele, o Correio atua como instrumento de oposição permanente ao governo estadual, ignorando políticas públicas de caráter estrutural que envolvem diversos poderes e instituições.

Pquali: integração e inteligência na política de segurança

O Pquali, segundo Galo, é uma política de Estado que reúne o Governo da Bahia, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), o Ministério Público do Estado (MP-BA) e a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O objetivo central é reduzir a letalidade policial por meio da coordenação interinstitucional, da inteligência e do planejamento estratégico.

A iniciativa busca reposicionar a segurança pública sob uma ótica de preservação da vida, com protocolos que integram órgãos de controle, forças de segurança e gestores públicos. Galo argumenta que a medida representa “um avanço civilizatório” e que foi bem recebida por especialistas nacionais em direitos humanos e gestão pública.

Resposta política e crítica ao legado de ACM Neto

O deputado também direcionou críticas diretas ao ex-prefeito ACM Neto, afirmando que “ele não quer que seu jornal enxergue a verdade, mas siga a política do ‘quanto pior, melhor’”. Para Galo, a postura oposicionista de Neto visa desgastar o governo estadual, mesmo quando iniciativas são reconhecidas nacionalmente por sua relevância social.

ACM Neto sonha que essa política de destruição o levará a algum lugar, senão ao ostracismo político em que se encontra”, declarou o parlamentar.

A fala reflete o embate entre petistas e o grupo carlista na Bahia, intensificado pela disputa de narrativas sobre segurança pública, economia e políticas sociais no Estado.

Imprensa e política partidária

A polêmica entre Marcelino Galo e o jornal Correio ilustra a persistente tensão entre imprensa e política partidária na Bahia, onde veículos de comunicação mantêm vínculos históricos com grupos familiares de poder. O caso reacende o debate sobre independência editorial e ética jornalística, sobretudo quando a cobertura se sobrepõe a interesses eleitorais.

Por outro lado, o Pquali, apesar de suas intenções positivas, enfrenta o desafio de traduzir o discurso de integração institucional em resultados concretos, num cenário em que o combate à criminalidade e a redução da violência letal exigem mudanças culturais e operacionais de longo prazo. A reação do parlamentar, portanto, reflete não apenas a defesa de uma política pública, mas a disputa simbólica por legitimidade entre Estado e imprensa.


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