O governador Jerônimo Rodrigues se reuniu nesta sexta-feira (10/10/2025) com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, para discutir o reforço do quadro de peritos médicos federais na Bahia e novas medidas de cooperação entre o Estado e o Governo Federal voltadas à melhoria dos serviços previdenciários. O encontro, realizado no gabinete oficial do Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), marcou um novo ciclo de integração entre as duas esferas de governo.
Chegada de novos peritos e redução das filas
Durante a reunião, o governador anunciou a chegada de 37 novos peritos médicos federais ao estado, que se somam aos 181 profissionais atualmente em atividade, distribuídos por 48 municípios baianos. O reforço permitirá acelerar a análise de aposentadorias, licenças e benefícios, reduzindo as filas e o tempo de espera de segurados.
“A Bahia acaba de receber mais 37 peritos médicos federais. São eles que vão cuidar, a partir de agora, dessas pessoas que tanto precisam da previdência social”, destacou Jerônimo Rodrigues.
O ministro Wolney Queiroz ressaltou o impacto social da medida, afirmando que o objetivo é melhorar o atendimento e ampliar a capacidade de resposta do sistema.
“Isso vai ajudar a diminuir a fila e melhorar o atendimento às pessoas que mais precisam. Vamos trazê-los aqui, fazer uma apresentação para o governador e para o povo da Bahia”, afirmou o ministro.
Municípios contemplados e logística de implantação
Segundo informações do Ministério da Previdência Social, os 37 novos peritos aprovados em concurso público serão distribuídos em 22 municípios, entre eles Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Teixeira de Freitas, além de outras cidades-polo do interior. A recepção e integração funcional dos servidores estão sendo organizadas em conjunto com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Superintendência de Previdência do Estado (Suprev).
O reforço é considerado estratégico, sobretudo em regiões com alta demanda por perícias médicas e benefícios de afastamento, onde há grande concentração de trabalhadores rurais e informais. O governo estadual avalia que a ampliação do quadro contribuirá para reduzir gargalos históricos no sistema previdenciário federal e aliviar o impacto sobre o atendimento estadual.
Gestão do Funprev e novas parcerias administrativas
Além da pauta operacional, a reunião abordou a gestão do Fundo Financeiro da Previdência Social dos Servidores Públicos do Estado da Bahia (Funprev). As equipes técnicas da Casa Civil e da Suprev apresentaram sugestões para otimizar a governança dos recursos previdenciários, com foco em sustentabilidade fiscal e transparência administrativa.
Também foram discutidos modelos de cooperação interinstitucional voltados à capacitação de servidores e integração de bases de dados entre o Estado e o Ministério, o que permitirá maior eficiência na concessão e revisão de benefícios. Outro ponto debatido foi a situação previdenciária de categorias específicas, como trabalhadores rurais, de transporte e entregadores por aplicativo, cuja inclusão previdenciária demanda políticas diferenciadas.
Participantes e encaminhamentos
Participaram da reunião os secretários estaduais Afonso Florence (Casa Civil), Rodrigo Pimentel (Administração) e Marcus Di Flora (Comunicação), além da superintendente de Previdência do Estado, Rosário Muricy. A comitiva do Ministério foi composta pelo assessor especial Izac Júnior e pela chefe de gabinete Louise Caroline.
O encontro encerrou-se com o compromisso de intensificar o diálogo federativo e realizar uma nova reunião técnica para apresentação de resultados e indicadores de atendimento. As duas gestões planejam um painel conjunto de acompanhamento dos impactos da ampliação do quadro de peritos, visando monitorar o desempenho das unidades e a satisfação dos beneficiários.
Avanço na capacidade operacional
A decisão de reforçar o corpo de peritos na Bahia representa um avanço concreto na capacidade operacional do sistema previdenciário, mas revela também a dependência estrutural dos estados em relação à União para suprir lacunas de pessoal e de tecnologia. A descentralização do atendimento, embora positiva, só terá efeito duradouro se acompanhada de investimentos em digitalização de processos e integração administrativa. O desafio central continua sendo a eficiência sistêmica e a transparência na gestão dos fundos previdenciários, especialmente diante do crescimento das demandas e da complexidade das novas formas de trabalho.
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