O governo brasileiro comemorou nesta quinta-feira (09/10/2025) o acordo entre Israel e o Hamas para cessar-fogo na Faixa de Gaza, destacando a dimensão humanitária do tratado e incentivando o cumprimento integral dos termos. O Hamas confirmou o fim da guerra, enquanto o Itamaraty reconheceu o papel dos Estados Unidos, Catar, Egito e Turquia na mediação, e ressaltou a necessidade de reconstrução do território sob supervisão palestina.
Termos do acordo e libertação de reféns
O acordo assinado no Egito prevê a libertação de 20 reféns israelenses, em troca da soltura de cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, incluindo 250 condenados à prisão perpétua e 1.700 detidos em Gaza após o início do conflito. O cessar-fogo entrou em vigor nesta sexta-feira (10/10/2025) às 6h, horário de Brasília, segundo comunicado do exército israelense.
Retirada das tropas israelenses
O Exército de Israel iniciou a retirada gradual de tropas da Faixa de Gaza, mantendo controle parcial do território e estabelecendo uma zona de segurança de 500 metros a 1,5 quilômetro ao longo do perímetro. A medida visa impedir incursões e criar condições para a reconstrução do território com apoio internacional.
Mediação internacional e papel dos Estados Unidos
O acordo foi mediado pelos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, com participação do presidente americano Donald Trump, que anunciou a conclusão da primeira fase do plano de paz e indicou possível viagem a Israel entre domingo (12/10/2025) e segunda-feira (13/10/2025). Trump destacou que a trégua é um passo importante para o fim do conflito e retorno da estabilidade regional.
Apoio da população e reações políticas
Em Israel, 84% da população apoiam o acordo, enquanto 76% consideram que Trump deve receber o Prêmio Nobel da Paz. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que todos os reféns serão repatriados e classificou o acordo como vitória moral e diplomática. O Hamas, por sua vez, solicitou garantias internacionais para cumprimento integral do tratado.
Impacto humanitário e ajuda internacional
O Crescente Vermelho Egípcio enviou 153 caminhões de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, enquanto a ONU e a OMS se prepararam para fornecer medicamentos e suprimentos alimentares, garantindo atendimento à população pelos próximos três meses. O Itamaraty destacou que o cessar-fogo permitirá alívio efetivo para civis, entrada de ajuda humanitária e início da reconstrução de Gaza com coordenação internacional.
Perspectiva política e solução de dois Estados
O governo brasileiro reiterou a importância da solução de dois Estados, com Palestina independente e viável, coexistindo lado a lado com Israel, dentro das fronteiras de 1967, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém Oriental como capital. O presidente palestino Mahmoud Abbas classificou o cessar-fogo como “momento histórico” e destacou desejo de paz, segurança e estabilidade na região.
Próximos passos e consolidação do acordo
A primeira fase do plano inclui trégua parcial, retirada gradual das tropas, libertação de reféns e envio de ajuda humanitária. A continuidade do processo dependerá de negociações para governança, segurança e reconstrução de Gaza, com participação de atores internacionais e supervisão palestina. Analistas destacam que o êxito da fase inicial é essencial para a consolidação de uma paz duradoura no Oriente Médio.
*Com informações da Agência Brasil e RFI.









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