Governo Lula lança Programa Município Mais Seguro com investimento de R$ 170 milhões para guardas municipais; Secretário Júlio Pinheiro comenta

Júlio Pinheiro, secretário especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República.
Secretário Júlio Pinheiro destaca importância do federalismo cooperativo durante lançamento do Programa Município Mais Seguro, que prevê recursos para 215 cidades.

O Governo Lula lançou nesta quarta-feira (22/10/2025) o Programa Município Mais Seguro, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a atuação das guardas municipais em todo o país. O anúncio ocorreu em Brasília, com a presença do secretário especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, Júlio Pinheiro, que destacou a importância do pacto federativo na implementação de políticas públicas de segurança.

Segundo Pinheiro, o programa reforça o compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a descentralização e o fortalecimento das administrações locais.

“Essa temática é muito cara para nós, especialmente porque o federalismo tem se mostrado uma estratégia eficaz para compartilhar responsabilidades e fortalecer a cooperação entre os entes federativos. Essa iniciativa vai ao encontro dessa lógica — de unir esforços para garantir que as políticas públicas e os serviços cheguem a todos os cantos do Brasil, levando a presença do Estado a cada cidadão”, afirmou o secretário.

Investimento de R$ 170 milhões na primeira etapa

O Programa Município Mais Seguro prevê um investimento inicial de R$ 170 milhões, contemplando 215 cidades brasileiras. O objetivo é apoiar a estruturação das guardas municipais, fornecendo equipamentos, capacitação e tecnologia voltada à prevenção e combate à criminalidade.

De acordo com o MJSP, o programa faz parte de uma estratégia nacional que busca integrar os municípios ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), promovendo maior articulação com as polícias estaduais e órgãos federais. A meta é criar um modelo de gestão compartilhada que aumente a eficiência das ações de segurança local, reduzindo desigualdades regionais e fortalecendo a presença do Estado nas comunidades urbanas e rurais.

Cooperação federativa como eixo central

Durante o evento, Júlio Pinheiro ressaltou que o federalismo cooperativo é um dos pilares da política de reconstrução institucional do atual governo. Ele lembrou que, em sua experiência como prefeito de Amargosa (BA) por dois mandatos, percebeu a carência de investimentos diretos nos municípios, especialmente nas áreas de segurança e infraestrutura.

“O nosso governo tem como marca o compromisso com o Brasil e com a melhoria da qualidade de vida de cada cidadão. Seja na saúde, na educação, na geração de emprego e renda ou na segurança pública, o presidente Lula tem dado atenção especial às demandas dos municípios”, afirmou Pinheiro, reforçando o caráter descentralizador das políticas públicas em execução.

Articulação entre União e municípios

A Secretaria de Relações Institucionais (SRI) vem desempenhando papel estratégico na articulação entre o Governo Federal e as prefeituras, mediando repasses, convênios e parcerias. O Município Mais Seguro insere-se nessa lógica de fortalecimento da gestão municipal como instrumento de governança democrática e territorial.

A expectativa é que os recursos federais sejam aplicados ainda em 2025, após a assinatura dos convênios e a seleção dos municípios beneficiados. O programa prevê também o monitoramento das ações implementadas, com relatórios periódicos de resultados e indicadores de impacto social.

Continuidade orçamentária

O Programa Município Mais Seguro representa uma tentativa de equilibrar a balança entre a responsabilidade municipal e a coordenação nacional das políticas de segurança. Embora o investimento de R$ 170 milhões seja relevante, ele cobre uma parcela limitada dos mais de 5.500 municípios brasileiros.

A eficácia do programa dependerá, portanto, da continuidade orçamentária, da adesão dos entes locais e da integração operacional com as forças estaduais e federais. Ainda assim, a iniciativa sinaliza uma retomada do federalismo cooperativo como instrumento de reconstrução institucional, em contraste com o centralismo orçamentário que marcou gestões anteriores.


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