A malha aérea da Bahia segue em expansão com a inauguração de novas rotas operadas pela Gol Linhas Aéreas e pela Latam Brasil, fruto de articulação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA), em parceria com companhias e administradores aeroportuários. As novas conexões fortalecem o turismo interno, ampliam a integração econômica regional e aumentam a competitividade dos destinos baianos no mercado nacional.
Gol inaugura rota entre Petrolina e Salvador
A Gol iniciou, na noite de quinta-feira (23/10/2025), o novo voo entre Petrolina (PE) e Salvador (BA), com três frequências semanais — terças, sextas e sábados, e retorno às segundas, quintas e sábados. A operação é realizada em aeronaves Boeing 737, com capacidade para 186 passageiros, e estabelece uma ligação direta entre a capital baiana e o Vale do São Francisco, região reconhecida pela força do agronegócio, enoturismo e produção de frutas.
O secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, destacou que a iniciativa vai além da conectividade aérea.
“Essa rota da Gol não é apenas a ligação entre Salvador e Petrolina. Ela liga a nossa capital ao Vale do São Francisco, que, além dos atrativos naturais e culturais, está no radar dos investidores do agronegócio. O voo é uma ferramenta estratégica para o fortalecimento da economia baiana”, afirmou.
Latam transforma rota São Paulo–Ilhéus em operação regular
A Latam Brasil ampliou sua presença no estado ao transformar em permanente o voo que liga São Paulo (Congonhas) a Ilhéus, na Costa do Cacau. A partir deste domingo (26), a rota passa a operar duas vezes por semana, aos sábados e domingos, com aeronaves Airbus A319, de 140 lugares.
A solenidade de inauguração ocorrerá no aeroporto de Ilhéus, com presença de representantes da Setur-BA, da Latam e da Socicam, administradora do terminal, além de apresentações culturais locais.
“Esse voo da Latam é estratégico para Ilhéus e demais destinos da Costa do Cacau, pois o aeroporto de Congonhas fica no centro de São Paulo, facilitando o acesso de turistas e investidores. Era uma reivindicação do trade turístico, e a parceria entre o governo baiano, a Latam e a Socicam tornou possível sua regularização”, destacou Bacelar.
O Head de Assuntos Públicos da Latam Brasil, Eduardo Macedo, reforçou o papel da conectividade para o desenvolvimento regional.
“Tornar essa rota regular reforça nosso compromisso com a conectividade do Nordeste. Aproximamos ainda mais a Costa do Cacau da nossa malha aérea, favorecendo o turismo e a economia locais.”
O diretor da Divisão de Aeroportos da Socicam, Alexander Cerqueira, ressaltou que a infraestrutura da cidade está preparada para o crescimento da demanda:
“Nos últimos dois anos, concluímos mais de R$ 70 milhões em investimentos para ampliar e modernizar o aeroporto de Ilhéus, o que garante mais conforto e eficiência operacional.”
Governo investe em integração aérea e interiorização do turismo
As novas rotas se somam a outras ações de ampliação da conectividade aérea promovidas pela Setur-BA, que tem priorizado a interligação entre os polos turísticos do estado, a exemplo de Salvador, Porto Seguro, Barreiras e Lençóis. O objetivo é fomentar o turismo regional, estimular a economia local e atrair novos investimentos privados no setor.
O reforço das ligações aéreas também contribui para a interiorização do desenvolvimento econômico, aproximando centros produtivos do agronegócio, como o Vale do São Francisco, de polos industriais e turísticos da capital. Essa integração cria um ciclo virtuoso entre turismo, logística e negócios, consolidando a Bahia como um dos principais hubs turísticos do Nordeste.
Conectividade e desenvolvimento regional
A expansão da malha aérea baiana representa um avanço estratégico na política de regionalização do turismo. Ao garantir voos regulares que conectam Salvador, Ilhéus e Petrolina, o governo estadual fortalece o posicionamento da Bahia como destino competitivo e impulsiona cadeias econômicas interligadas, como hotelaria, gastronomia, cultura e agronegócio.
No entanto, a sustentabilidade dessa política depende da manutenção de incentivos fiscais e da infraestrutura aeroportuária. A regularidade das rotas e a estabilidade dos custos operacionais serão fatores determinantes para o sucesso de longo prazo. O desafio está em consolidar essa conectividade com tarifas acessíveis e serviços de qualidade, evitando a concentração excessiva nas rotas de alta demanda.











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