O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, no último dia 25 de setembro, a terceira fase da Operação Premium Mandatum, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do Norte (Gaeco Norte) e pela 3ª Promotoria de Justiça de Senhor do Bonfim. A ação teve como alvos 20 pessoas investigadas por tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão nas cidades de Senhor do Bonfim e Juazeiro (BA) e também em Santa Catarina. Entre os alvos estão líderes, gerentes e facilitadores da organização criminosa, incluindo lideranças que já cumprem pena no sistema prisional. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 71 mil em espécie e aparelhos eletrônicos.
Ação faz parte da terceira fase de investigação
A nova etapa da operação aprofunda as investigações iniciadas nas duas fases anteriores, que já haviam resultado na denúncia de 48 pessoas e no bloqueio judicial de R$ 44 milhões do grupo criminoso.
A operação foi autorizada pela Vara Criminal de Senhor do Bonfim e contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), da 19ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), do Comando de Policiamento da Região Norte (CPRN), da Rondas Especiais (Rondesp) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Caatinga.
Participação interestadual e integração de forças
Também participaram das ações a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), por meio do Conjunto Penal de Juazeiro (CPJ), além do Gaeco e da Polícia Penal de Santa Catarina. A integração entre os estados foi fundamental para identificar rotas interestaduais do tráfico de drogas e o fluxo financeiro ilícito operado pelo grupo.
Estrutura hierárquica do grupo criminoso
As investigações apontam para uma estrutura hierárquica organizada, com comando estratégico dentro do sistema prisional. Um dos líderes, mesmo encarcerado, teria ordenado execuções e coordenado o tráfico de drogas e o comércio de armas ilegais.
O esquema contava com a participação de familiares, que atuavam como facilitadores financeiros, cedendo contas bancárias para dispersar valores ilícitos e dificultar o rastreamento das transações pelas autoridades.
Foco na desarticulação do comando financeiro
De acordo com o MPBA, a deflagração da terceira fase é essencial para interromper o fluxo financeiro que sustentava as operações criminosas. As provas coletadas nesta etapa devem aprofundar a responsabilização penal de todos os integrantes e desarticular a rede de lavagem de dinheiro que financiava o tráfico e outros crimes relacionados.
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