Presidente Lula afirma que fome é escolha política e defende taxação de super-ricos em artigo publicado internacionalmente

Presidente brasileiro propõe reforma tributária global, combate à pobreza e integração de ações contra fome, desigualdade e crise climática.
Presidente brasileiro propõe reforma tributária global, combate à pobreza e integração de ações contra fome, desigualdade e crise climática.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta segunda-feira (13/10/2025) um artigo de opinião no jornal francês Libération, no qual afirma que a fome é uma escolha política e defende medidas para enfrentar desigualdades e crises globais. No texto, também publicado por outros jornais internacionais, o chefe do Executivo brasileiro propõe a taxação dos super-ricos, reformas na governança global e integração de políticas para enfrentar fome, pobreza e mudanças climáticas simultaneamente.

Fome como escolha política

Lula argumenta que a fome não é uma condição natural, mas sim resultado de decisões governamentais e sistemas econômicos que promovem desigualdades. Ele destaca que, enquanto milhões de pessoas passam fome, uma pequena elite bilionária concentra grande parte da riqueza mundial.

O presidente critica o aumento dos gastos militares por países ricos desde o fim da Guerra Fria e observa que essas nações não cumprem compromissos de investimento em países pobres. Ele ressalta ainda que a emergência climática e os desafios globais não são adequadamente tratados pelos mecanismos de cooperação internacional criados após a Segunda Guerra Mundial.

Taxação dos super-ricos e política nacional

No artigo, Lula propõe que a comunidade internacional siga o exemplo do Brasil, que está prestes a aprovar uma reforma tributária histórica, incluindo imposto mínimo sobre os mais ricos e isenção para trabalhadores de baixa renda. Ele também destaca a criação da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com 200 participantes, para mobilizar recursos e ações concretas.

O presidente ressalta os resultados de sua política interna, que retirou 26,5 milhões de pessoas da fome desde 2023, retirando o Brasil do Mapa da Fome da FAO e alcançando os menores índices de desemprego e desigualdade de renda da história recente.

“Esses resultados mostram que uma ação determinada do Estado pode vencer o flagelo da fome”, afirma.

Integração de ações globais

Lula reforça que combater fome, pobreza e crise climática deve caminhar de forma integrada. Ele anuncia que a COP30, a ser realizada na Amazônia, será uma oportunidade para unir essas causas em uma declaração global. Além disso, o presidente levará suas propostas ao Fórum Mundial da Alimentação e à reunião do Conselho da Aliança Global contra a Fome, ambos ocorrendo nesta segunda-feira em Roma.

O presidente conclui seu artigo afirmando que a mudança é urgente, mas possível, enfatizando:

“A humanidade tem capacidade de criar o antídoto para o veneno da fome que ela mesma inventou.”


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