O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta sexta-feira (10/10/2025) a redução significativa da insegurança alimentar grave no Brasil, de acordo com dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), divulgados pelo IBGE. Entre 2023 e 2024, a proporção de domicílios em condição de insegurança alimentar grave caiu de 4,1% para 3,2%, representando dois milhões de pessoas que deixaram a condição de fome em apenas um ano.
Redução da fome e ampliação da segurança alimentar
O estudo aponta que outros níveis de insegurança alimentar – leve e moderada – também registraram queda, enquanto os domicílios em condição de segurança alimentar aumentaram de 72,4% em 2023 para 75,8% em 2024, o que equivale a 8,8 milhões de pessoas com alimentação garantida.
O presidente Lula ressaltou que, considerando os dados de 2022 da Rede Penssan, 26,5 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar grave desde o início de sua gestão.
“Minha obsessão é que ninguém mais passe fome no país. E não sossegarei enquanto não atingir esse objetivo”, afirmou.
Plano Brasil Sem Fome e políticas públicas
O Plano Brasil Sem Fome, estratégia que engloba 80 ações e mais de 100 metas, inclui aumento da renda, inclusão em políticas de proteção social, fortalecimento da agricultura familiar e da alimentação escolar. Lula enfatizou a manutenção e ampliação de programas como Bolsa Família, compra e doação de alimentos e investimentos em agricultura familiar.
Em julho, o Brasil saiu do Mapa da Fome da FAO, com índice de subalimentação reduzido a menos de 2,5% da população, reforçando os efeitos das políticas implementadas. O presidente participará na segunda-feira (13/10/2025) da abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025, na FAO, em Roma, e inaugurará o Mecanismo de Apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil no G20 e consolidada internacionalmente.
Avanços regionais e mobilização internacional
A iniciativa do Brasil tem caráter estratégico para acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 1 e 2), reunindo quase 200 membros e com escritórios em Brasília, Adis Abeba, Bangkok e Washington. Lula destacou que o país retomou a trajetória de erradicação da fome em apenas dois anos e meio, após o aumento de vulnerabilidade registrado em 2023.
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