O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (13/10/2025), em Roma, que o Brasil não tem problemas com o povo e o Estado de Israel, mas com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa paralela ao Fórum Mundial da Alimentação da FAO, onde o chefe de Estado também comentou a prisão da deputada Carla Zambelli e defendeu o papel da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura no enfrentamento da fome.
Críticas a Netanyahu e posicionamento sobre Israel
Durante a entrevista, Lula destacou que as tensões entre Brasil e Israel decorrem da política de Netanyahu e não de diferenças com o povo israelense.
“O Brasil não tem problemas com Israel, o Brasil tem problemas com Netanyahu”, declarou.
O presidente afirmou ainda que, com a saída de Netanyahu do poder, as relações bilaterais voltarão à normalidade, lembrando que “muitos israelenses não concordam com a guerra em Gaza”. Lula destacou a importância do diálogo e elogiou o papel de mediação internacional dos Estados Unidos.
O líder brasileiro defendeu que os países que apoiaram ações militares de Israel agora contribuam para alcançar a paz definitiva, enfatizando que o objetivo é preservar vidas e restabelecer o equilíbrio político na região.
Lula ironiza Carla Zambelli e fala sobre extradição
Questionado sobre a prisão da deputada Carla Zambelli na Itália, o presidente reagiu de forma irônica.
“Nem me lembrava de que ela estava na Itália”, disse Lula, acrescentando que “se vocês não tivessem me perguntado, eu nem saberia que ela estava aqui”.
Em seguida, afirmou que Zambelli “não merece o respeito daqueles que amam a democracia” e que “vai pagar pelo erro que cometeu”, independentemente do país onde seja julgada.
O presidente reforçou que a situação judicial da parlamentar é uma questão de justiça que não compete ao Executivo brasileiro.
Defesa do combate à fome e fortalecimento da FAO
No discurso de abertura do Fórum Mundial da Alimentação da FAO, que celebrou os 80 anos da organização, Lula afirmou que o combate à fome deve ser uma política permanente de Estado.
“É preciso colocar os pobres no orçamento”, declarou.
O presidente lembrou que o programa Fome Zero serviu de inspiração para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da FAO e reiterou que a fome está ligada às desigualdades sociais e econômicas.
“A fome é irmã da guerra, seja ela travada com armas e bombas ou com tarifas e subsídios”, afirmou.
Lula ressaltou o papel do multilateralismo e da cooperação internacional como mecanismos essenciais para reduzir desigualdades e garantir segurança alimentar.
Reuniões com executivos da TIM e da Poste Italiane
Ainda em Roma, o presidente participou de reuniões com executivos da TIM e da Poste Italiane, após um encontro com o papa Leão XIV. Segundo Lula, o Brasil é o mercado mais rentável da TIM no mundo, conforme relatado pelo CEO Pietro Labriola.
Sobre a reunião com a Poste Italiane, Lula afirmou ter discutido modelos de reestruturação dos correios italianos e sugeriu uma parceria técnica entre os dois países. O presidente destacou que há interesse em aplicar experiências internacionais na modernização dos serviços postais brasileiros.
*Com informações da RFI.
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