O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na madrugada desta sexta-feira (24/10/2025) que pretende discutir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aplicação de sanções norte-americanas a sete ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada ao final da viagem do chefe do Executivo brasileiro à Indonésia, antes de seguir para a Malásia, onde ambos participarão da cúpula da ASEAN e do encontro de líderes do Leste Asiático (EAS).
Segundo Lula, o objetivo é defender os interesses do Brasil, apresentar dados e números que contestem as punições e esclarecer as sobretaxas de 50% aplicadas a produtos brasileiros pelos EUA.
“Quero provar isso com números e discutir a punição que foi dada a ministros da Suprema Corte do Brasil, algo que não tem nenhuma explicação”, afirmou o presidente.
Contexto das sanções e relações bilaterais
As sanções norte-americanas atingem sete ministros do STF, relacionadas à atuação da Corte durante investigações sobre a chamada trama golpista no governo anterior. Lula já havia solicitado telefônica e publicamente a revisão das sobretaxas, e a reunião com Trump deve aprofundar esses temas.
O encontro será o primeiro entre os dois líderes desde setembro, quando se encontraram brevemente na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, Trump descreveu Lula como “um homem muito agradável” e destacou a “química excelente” entre ambos. Lula reforçou que a reunião será aberta a todos os assuntos, sem restrições ou vetos.
Viagem à Indonésia e agenda internacional
Na Indonésia, Lula participou de reuniões com empresários e autoridades locais, incluindo encontros com o presidente Prabowo Subianto, além de firmar acordos bilaterais. O presidente brasileiro enfatizou a necessidade de expandir relações comerciais e se posicionar de forma ativa em negociações internacionais.
“O mundo exige dos líderes políticos muito mais vontade de negociar. Não dá para esperar; temos que procurar as pessoas e oferecer o que o Brasil tem de bom”, afirmou Lula, destacando a importância de consolidar o país como parceiro estratégico no comércio global.
*Com informações da Agência Brasil.










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