O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta sexta-feira (03/10/2025) as obras de infraestrutura da COP30, em Belém (PA), e afirmou que os investimentos realizados pelo Governo Federal deixarão benefícios permanentes à população local. A inspeção incluiu visitas ao Parque da Cidade, ao Canal da União, ao Porto Futuro II e a outros projetos financiados com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Investimentos e legado da COP30
Durante a vistoria no Parque da Cidade, sede principal da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Lula destacou que as obras terão impacto duradouro.
“Cada centavo que colocamos aqui é do povo de Belém, e ninguém tira mais”, afirmou o presidente, enfatizando que as intervenções urbanas vão beneficiar os moradores muito além do evento, que ocorrerá em novembro de 2025.
O espaço de 500 mil metros quadrados, localizado no bairro Sacramenta, será dividido em Zona Azul, onde ocorrerão as negociações oficiais entre chefes de Estado, e Zona Verde, destinada ao público e a organizações da sociedade civil. O local integra o maior conjunto de obras urbanas realizadas em Belém nas últimas décadas, com infraestrutura voltada à mobilidade, turismo e sustentabilidade ambiental.
Estrutura e sustentabilidade do Parque da Cidade
O projeto do Parque inclui mais de 2.500 árvores, 190 mil plantas ornamentais e sistemas de energia solar e captação de água da chuva. Além disso, reúne cinema, teatro, biblioteca, centro gastronômico, quadras esportivas, ciclovia e parque aquático infantil. O espaço foi aberto ao público em julho de 2025, antes de ser fechado temporariamente para a montagem das estruturas da conferência.
O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, elogiou o planejamento da área.
“A infraestrutura é fantástica e já é reconhecida como uma das mais bem organizadas entre as conferências climáticas”, afirmou.
Obras de drenagem e urbanização
Pela manhã, Lula acompanhou as obras de macrodrenagem do Canal da União, parte do projeto de requalificação da Bacia do Tucunduba, que tem o objetivo de reduzir alagamentos em Belém. As intervenções contemplam redes de saneamento, passarelas, pontes e vias pavimentadas, beneficiando bairros como Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco.
O conjunto de obras faz parte do maior projeto de urbanização de favelas financiado pelo BNDES, com R$ 847 milhões investidos, e atenderá cerca de 500 mil pessoas. No total, 12 canais estão sendo requalificados.
Financiamentos e projetos estratégicos
O BNDES destinou R$ 1,5 bilhão para as intervenções ligadas à COP30. Entre os principais projetos estão:
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Macrodrenagem das bacias do Tucunduba e Murucutu, com crédito de R$ 740 milhões, beneficiando 300 mil moradores;
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Obras de mobilidade no bairro do Mangueirão, com investimento de R$ 107 milhões;
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Parque linear na Avenida Tamandaré e novo terminal fluvial, totalizando R$ 186,5 milhões;
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Revitalização da Rua da Marinha, com R$ 248,5 milhões, incluindo faixas exclusivas para ônibus e ciclovia.
O banco também financia a modernização do Hangar Centro de Convenções, o novo Terminal Hidroviário Internacional e a restauração do Complexo Mercedários, voltados à valorização da infraestrutura turística e cultural.
Porto Futuro II e Museu das Amazônias
No Porto Futuro II, Lula acompanhou a entrega do Museu das Amazônias, construído com apoio técnico e financeiro de R$ 10 milhões do BNDES. O espaço reúne duas grandes áreas expositivas, com destaque para a mostra “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, e a exposição “Ajurí”, que aborda a diversidade sociocultural da região.
Além do Museu, o complexo abriga o Porto Gastronômico, com 15 empreendimentos locais, e o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, voltado à industrialização de produtos florestais e incentivo a startups sustentáveis.











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