O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (16/10/2025) o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (PRODOT), iniciativa voltada para fortalecer a doação de órgãos e tecidos no Brasil. Pela primeira vez, profissionais que atuam na identificação de doadores e na abordagem familiar receberão incentivos financeiros mensais, conforme indicadores de desempenho e volume de atendimentos, incluindo o aumento da taxa de autorização familiar.
Objetivos do PRODOT
O programa, monitorado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), tem como foco qualificar o diálogo com as famílias, aprimorar o acompanhamento das doações nos hospitais e elevar a eficiência do processo de transplantes. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa visa reforçar a atuação das equipes que coordenam doações e orientam famílias.
“Ter esse programa que reforça a qualidade, o acompanhamento e a avaliação de desempenho vai ajudar para que cada vez mais a coordenação de transplantes tenha um contato quase direto com as equipes espalhadas em serviços por todo o país”, afirmou Padilha.
Funcionamento e critérios de qualificação
Para receber a qualificação, as equipes hospitalares de doação (e-DOT) deverão cumprir práticas obrigatórias, incluindo:
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Busca ativa de potenciais doadores;
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Participação em programas de educação institucional e treinamentos;
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Rotinas de notificação de óbitos.
O programa também prevê monitoramento de indicadores de desempenho, como a evolução do número de autorizações familiares e a eficiência das rotinas hospitalares.
Investimentos e metas
O PRODOT integra um pacote de medidas que prevê R$ 20 milhões por ano para modernizar o SNT, sendo R$ 7,4 milhões destinados exclusivamente ao programa. O objetivo é aumentar o percentual de doações autorizadas, atualmente em torno de 45%, e aprimorar o sistema de acompanhamento das equipes de transplantes em todo o país.








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