Os proprietários do tradicional bar O Cravinho do Pelourinho, localizado no Centro Histórico de Salvador, divulgaram nota oficial nesta quinta-feira (16/10/2025) para esclarecer informações incorretas divulgadas após uma operação de fiscalização conjunta realizada por órgãos estaduais e federais.
De acordo com Jolival Reis e Meire Gomes, a ação que levou à interdição temporária do estabelecimento não identificou qualquer irregularidade na documentação ou na comercialização dos produtos. Os responsáveis reforçaram que O Cravinho está com sua documentação regularizada e cumpre integralmente as normas legais e sanitárias vigentes.
Tradição e qualidade reconhecidas há mais de quatro décadas
Os proprietários esclareceram que a decisão de manter as portas fechadas temporariamente decorre da recusa em operar sem comercializar o tradicional cravinho artesanal — bebida à base de cachaça e especiarias, considerada um símbolo da cultura baiana.
Segundo o comunicado, não há qualquer problema com o produto, cuja produção artesanal é reconhecida há mais de 40 anos de história pela qualidade e pela importância cultural. Jolival Reis e Meire Gomes afirmaram que não existe ilegalidade na fabricação nem na venda da cachaça artesanal produzida pela casa, referência de hospitalidade e resistência no Pelourinho.
UFBA realiza análise técnica do produto a pedido do bar
Em 1º de outubro, os responsáveis solicitaram laudo técnico ao laboratório da Universidade Federal da Bahia (UFBA), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), para análise e certificação do cravinho artesanal. A amostra foi entregue à instituição em 3 de outubro, e o estabelecimento aguarda o parecer oficial do laboratório.
O proprietário informou que irá pessoalmente ao Ministério da Agricultura nesta sexta-feira (17/10) para acompanhar o andamento do processo de liberação e prestar novos esclarecimentos sobre a produção e comercialização do produto.
Patrimônio afetivo e cultural da Bahia
Com mais de quatro décadas de funcionamento, O Cravinho do Pelourinho é amplamente reconhecido como patrimônio afetivo e cultural de Salvador, atraindo visitantes, artistas e turistas de todo o país. O espaço consolidou-se como ponto de encontro e preservação da identidade cultural baiana, mantendo viva uma tradição enraizada na história do Centro Histórico.
Na nota, os proprietários reiteraram o compromisso com a legalidade, a qualidade e o respeito ao público, reforçando a missão de continuar valorizando a cultura popular e a tradição da bebida artesanal que simboliza o Pelourinho.
Diálogo entre os órgãos reguladores e os empreendedores tradicionais
A interdição temporária de um ícone da boemia soteropolitana como o Cravinho do Pelourinho revela o delicado equilíbrio entre fiscalização sanitária e preservação cultural. O episódio evidencia a necessidade de diálogo entre os órgãos reguladores e os empreendedores tradicionais, a fim de evitar impactos negativos sobre estabelecimentos que representam o patrimônio histórico e imaterial da Bahia. A ausência de irregularidades e a transparência na busca por certificação técnica demonstram responsabilidade administrativa e compromisso com a conformidade legal.










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