A taxa de desocupação no trimestre encerrado em agosto de 2025 permaneceu em 5,6%, repetindo o menor patamar já registrado pela série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (30/09/2025). No mesmo período de 2024, o índice estava em 6,6%.
O número de pessoas desocupadas atingiu 6,1 milhões, redução de 605 mil em relação ao trimestre móvel anterior, encerrado em maio. O total de ocupados alcançou 102,4 milhões, com nível de ocupação de 58,1%, o mais alto da série. O contingente de empregados com carteira assinada chegou a 39,1 milhões, crescimento de 1,2 milhão frente ao mesmo período de 2024.
Setores e mercado de trabalho
O analista William Kratochwill destaca que a queda no desemprego foi influenciada por contratações na educação pública, especialmente na pré-escola e ensino fundamental, muitas vezes temporárias e sem carteira assinada. Em contrapartida, houve redução de ocupados no trabalho doméstico, com 174 mil pessoas a menos, refletindo migração para outros setores.
A Pnad Contínua considera pessoas com 14 anos ou mais e todas as formas de ocupação, incluindo temporários, autônomos e com carteira assinada. A taxa de informalidade subiu para 38%, devido ao crescimento de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que somaram 19,1 milhões, aumento de 1,9% em relação ao trimestre anterior.
Renda e efeitos da política monetária
O rendimento médio do trabalhador ficou em R$ 3.488, estável em relação ao trimestre anterior e alta real de 3,3% em comparação com 2024. A massa de rendimento atingiu R$ 352,6 bilhões, aumento de 1,4% frente ao trimestre anterior e 5,4% em 12 meses.
Kratochwill observou que, apesar da taxa Selic em 15% ao ano, o mercado de trabalho continua aquecido, com recordes de ocupação e baixa desocupação, indicando resistência frente à política monetária restritiva que visa conter a inflação.
Saldo de empregos formais
De acordo com o Caged, o Brasil gerou 147.358 empregos com carteira assinada em agosto de 2025, com 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos. Em 12 meses, o saldo positivo foi de 1,4 milhão de postos.
Os setores com saldo positivo foram: Serviços (81.002), Comércio (32.612), Indústria (19.098) e Construção Civil (17.328), enquanto a Agropecuária teve saldo negativo de 2.665 vagas. São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco lideraram em número absoluto, e Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco se destacaram proporcionalmente.
O salário médio real de admissão em agosto foi de R$ 2.295,01, aumento de 0,56% em relação a julho, refletindo leve crescimento do poder de compra dos trabalhadores contratados.
*Com informações da Agência Brasil.
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