Festival Capão in Blues encerra edição 2025 com praça lotada, grandes encontros musicais e presença da ministra da Cultura

O Capão in Blues 2025 encerrou sua segunda edição neste sábado (22/11/2025) diante de uma praça completamente tomada por moradores, turistas e famílias que transformaram o Vale do Capão em um grande anfiteatro ao ar livre. Durante três dias de programação gratuita, o festival reuniu cerca de oito mil pessoas, segundo a Polícia Militar, consolidando o evento como um dos principais encontros culturais da Chapada Diamantina. A noite final também foi marcada pela presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que acompanhou parte dos shows, reforçando o reconhecimento institucional ao projeto.

Crescimento do festival e clima de celebração no Vale

O sábado começou com temperatura baixa, mas a atmosfera rapidamente se transformou à medida que o público ocupou a praça carregando cadeiras, casacos e crianças nos ombros. A cena simbolizou a força comunitária do evento, que integrou visitantes de diferentes regiões e moradores do Vale em uma celebração coletiva. Cada apresentação ecoou pelas montanhas, criando um ambiente que combinou música, pertencimento e identidade local.

Ao longo das três noites, o festival ampliou seu alcance, cresceu em público e fortaleceu sua marca visual. O artista plástico Sérgio Rabinovitz, criador da identidade do Capão in Blues, acompanhou o encerramento e destacou sua satisfação ao ver a arte presente nas ruas e no palco, associada à alta qualidade musical da edição.

Uma noite marcada por encontros musicais de grande impacto

Um dos pilares do Capão in Blues é sua curadoria artística, assinada por Eric Assmar, referência nacional do blues, que reuniu músicos reconhecidos e artistas de diferentes vertentes. A noite de encerramento consolidou a diversidade e a força das atrações, com apresentações marcantes desde o primeiro acorde.

Júlio Caldas e Lia Chaves abriram a programação com um diálogo musical que atravessou gerações. Júlio apresentou faixas do álbum Blues do Delta do Paraguaçu, trazendo referências do Recôncavo, enquanto Lia emocionou o público com sua presença e sua potência vocal, carregada de raízes e ancestralidade.

Armandinho e Eric Assmar energizam a praça em apresentação histórica

O encontro entre Armandinho Macedo e Eric Assmar foi um dos momentos mais celebrados da edição. No palco, guitarra, frevo, blues e rock se cruzaram em uma sintonia vibrante que transformou a praça em uma grande arena sonora. A apresentação dialogou com o recém-lançado álbum Assmar & Osmar, que resgata a tradição da guitarra baiana e homenageia a liberdade criativa que marca a trajetória de ambos.

As falas espontâneas de Armandinho sobre a atmosfera singular do Vale do Capão e o agradecimento de Eric ao público e aos moradores reforçaram o caráter afetivo do festival.

A potência vocal de JJ Thames encerra a edição em alto nível

Responsável pelo último show da noite, a cantora norte-americana JJ Thames tomou o palco em uma performance que combinou soul, blues, gospel e R&B. Sua entrega emocional e domínio vocal criaram uma conexão imediata com o público, que acompanhou cada momento com entusiasmo. A apresentação foi considerada uma das mais impactantes da edição e fechou a noite com intensidade.

Um festival que integra música, economia criativa e turismo

O Capão in Blues 2025 cresceu 50% em relação ao ano anterior e reforçou sua vocação para promover intercâmbio musical, fortalecer a economia criativa e intensificar o fluxo turístico na Chapada Diamantina. Rosa Marya Colin, Jefferson Gonçalves, Kasia Miernik, Alma Thomas, Tutti Frutti, Luiz Carlini, Calu Manhães e Candombá Blues Dab estiveram entre os destaques das três noites, compondo uma grade artística plural, diversa e tecnicamente consistente.

Além de movimentar o turismo, o festival gera oportunidades para fornecedores locais, artistas independentes e empreendedores da região, consolidando o Vale do Capão como polo cultural crescente no estado.

Organização comemora resultados e anuncia novidades para 2026

O idealizador do festival, Ildázio Tavares Jr., avalia que a edição de 2025 demonstrou a capacidade de superação da equipe diante dos desafios provocados pelo mau tempo no primeiro dia. Ele destacou o esforço conjunto da produção e confirmou que a edição de 2026 já está garantida, com novidades em negociação com patrocinadores.

Segundo Ildázio, a reconstrução de toda a equipe operacional exigiu trabalho intenso, mas os resultados reforçaram a maturidade do festival e a confiança do público.

Estrutura e apoio institucional

A edição de 2025 contou com apoio institucional da Dax Oil, empresa com forte atuação social e ambiental no Polo de Camaçari. A organização e coordenação ficaram a cargo do Grupo A TARDE, A TARDE FM e Viramundo Produções, com produção executiva da Trevo Produções. O evento teve ainda apoio da Prefeitura de Palmeiras, da Secretaria de Turismo da Bahia e patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Consolidação, identidade e desafios de expansão

O Capão in Blues 2025 confirma que o festival ultrapassou a fase inicial e entrou no estágio de consolidação cultural. A integração entre artistas consagrados, talentos emergentes, público diversificado e natureza cria um ambiente singular, capaz de posicionar o Vale do Capão no circuito nacional de eventos musicais.

A ampliação de público e a presença de autoridades reforçam a legitimidade institucional, mas também impõem novos desafios logísticos e de gestão. A preservação da identidade do Vale, o controle de impacto ambiental e a manutenção da gratuidade são pontos sensíveis para edições futuras. O equilíbrio entre expansão e autenticidade será determinante para que o festival cresça com responsabilidade.


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