O programa Gás do Povo deve começar a operar ainda em novembro, segundo declaração do Poder Executivo feita na quarta-feira (12/11/2025), uma quarta-feira, durante audiência pública. A iniciativa substituirá o Auxílio Gás e poderá expandir o atendimento de 5,6 milhões para 15,5 milhões de domicílios até março de 2026, com recarga gratuita de botijões para famílias inscritas no CadÚnico.
Implementação do programa e alcance previsto
A diretora de Programas do Ministério do Desenvolvimento Social, Analúcia Alonso, afirmou que as primeiras famílias serão atendidas ainda neste mês. Segundo ela, até março de 2026 todos os beneficiários deverão ter acesso à retirada gratuita dos botijões, custeados pelo governo federal.
Detalhes da MP 1.313/2025 e regras de acesso
O debate ocorreu na comissão mista responsável por analisar a MP 1.313/2025, que cria o Gás do Povo. O programa abrangerá famílias com renda de até meio salário mínimo por pessoa, inscritas no CadÚnico, com prioridade para beneficiários do Bolsa Família. A principal mudança é a substituição do pagamento em dinheiro pela retirada direta do botijão nas revendedoras. De acordo com o diretor da Caixa Econômica Federal, Marcelo Viana Paris, o saque poderá ser validado por qualquer cartão do banco ou pelo CPF, com emissão de código para liberação.
Pobreza energética e desafios no acesso ao gás
Analúcia Alonso destacou que o novo modelo busca reduzir a pobreza energética, marcada pela ausência de acesso a fontes seguras de energia. Parte dos beneficiários utilizava o auxílio anterior para outras despesas, mantendo o uso de lenha e carvão.
Uso de lenha e carvão ainda é expressivo no país
O superintendente-adjunto da Empresa de Pesquisa Energética, Marcelo Cavalcanti, informou que 30% da energia utilizada para cozinhar no Brasil ainda provém de lenha ou carvão vegetal, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A expectativa do governo é que o programa contribua para a redução desses índices.
Preços, demanda e preocupações do mercado
O presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, afirmou que o programa pode elevar o consumo em 60 milhões de botijões quando estiver totalmente implantado. No entanto, demonstrou preocupação com a tabela de preços proposta pelo governo, que diverge dos valores levantados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Divergência de preços e necessidade de adesão das revendedoras
O presidente da Abragás, José Luiz Rocha, também defendeu a adoção dos preços da ANP para estimular a participação das revendedoras. Segundo ele, em alguns estados o valor sugerido pelo governo está até R$ 30 abaixo do praticado no mercado.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), autor da lei que criou o Auxílio Gás e vice-presidente da comissão mista, defendeu que a MP 1.313/2025 seja votada ainda neste ano, ressaltando que a medida perde a validade em 11 de fevereiro de 2026.
*Com informações da Agência Senado.
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