A Justiça britânica decidiu na quinta-feira (20/11/2025) que a ação movida pelo piloto brasileiro Felipe Massa contra a Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) será julgada pelo Tribunal Superior de Londres. O processo questiona a ausência de investigação sobre o acidente envolvendo Nelsinho Piquet no Grande Prêmio de Singapura de 2008 e reivindica indenização milionária.
O juiz Robert Hay considerou que Massa tem o direito de defender em julgamento a alegação de conspiração por meios ilegais. O magistrado, porém, descartou qualquer possibilidade de revisão do título mundial daquele ano, vencido por Lewis Hamilton, devido às regras esportivas vigentes da FIA. Hamilton conquistou seu primeiro campeonato com apenas um ponto de vantagem sobre o brasileiro.
O caso foi iniciado em março de 2024, quando Massa apresentou a ação após declarações públicas de dirigentes da F1 indicando que o acidente de Singapura teria sido tratado de forma irregular, sem investigação imediata.
Acidente em Singapura embasa ação judicial
Na corrida de 2008, vencida por Fernando Alonso, Massa afirma ter sido prejudicado após a Renault ordenar — segundo sua acusação — que Nelsinho Piquet provocasse um acidente proposital. Alonso havia acabado de realizar um pit stop no momento da batida, o que proporcionou vantagem estratégica com a entrada do Safety Car.
Diversos pilotos foram obrigados a realizar paradas nos boxes, enquanto Alonso avançava posições e conquistava a vitória. Massa terminou a prova fora da zona de pontuação, enquanto Hamilton cruzou em terceiro lugar, somando pontos decisivos para o campeonato.
Alegando que a manipulação da corrida influenciou diretamente a disputa pelo título mundial, Massa sustenta que houve omissão das entidades responsáveis em investigar o episódio na época em que ocorreu.
Juiz autoriza pedido de indenização milionária
O Tribunal autorizou Massa a pleitear 64 milhões de libras esterlinas em indenização, valor estimado com base em ganhos comerciais e salariais que um título mundial poderia ter gerado ao piloto. O processo é movido contra a FIA, a Formula One Management (FOM) e Bernie Ecclestone, ex-chefe da categoria.
Em nota oficial, a FIA afirmou que o Tribunal indeferiu tentativas de reescrever o resultado do campeonato, mas permitiu o prosseguimento da alegação de conspiração. A ação seguirá com escopo limitado às questões financeiras e à suposta ausência de investigação sobre o acidente.
*Com informações da RFI.









Deixe um comentário