O Novembro Roxo é dedicado à sensibilização sobre a prematuridade, condição definida quando o bebê nasce antes de 37 semanas e considerada a principal causa de morte neonatal no mundo. A data central, 17 de novembro de 2025, marca o Dia Mundial da Prematuridade, instituído para mobilizar governos, profissionais de saúde e famílias em torno de cuidados preventivos e acompanhamento contínuo durante a gestação.
No Brasil, o tema assume especial relevância diante do elevado número de nascimentos prematuros. Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, o país registrou 245.247 partos prematuros em 2024, sendo 15.372 na Bahia. Esses indicadores reforçam a urgência de políticas de prevenção focadas na Atenção Primária, porta de entrada fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS).
O papel do INSV e a importância das Unidades Básicas de Saúde
Para o INSV, o pré-natal qualificado representa a estratégia mais eficaz para reduzir o risco de nascimento prematuro. É nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) que as gestantes recebem acompanhamento regular, passam por consultas, realizam exames essenciais e recebem orientações sobre alimentação, vacinação, saúde mental e sinais de alerta durante a gestação.
As unidades geridas pelo instituto em Feira de Santana atuam de forma contínua no acolhimento às gestantes. As equipes mantêm vigilância permanente para identificar precocemente fatores de risco, desde hipertensão e diabetes gestacional até infecções silenciosas, garantindo o encaminhamento adequado e o seguimento clínico desde os primeiros meses.
Ações locais e estratégias de prevenção
Durante todo o mês, as UBS reforçam o contato ativo com as gestantes e promovem rodas de conversa, atendimentos ampliados, campanhas educativas e distribuição de material informativo. O objetivo é assegurar que mulheres grávidas tenham acesso rápido e contínuo aos serviços de saúde, reduzindo lacunas no acompanhamento.
Entre os cuidados destacados pelos profissionais estão:
• Iniciar o pré-natal logo após a confirmação da gravidez para monitorar o desenvolvimento fetal e a saúde materna.
• Manter a regularidade das consultas, essenciais para detectar riscos antes que se tornem complicações.
• Atualizar o esquema vacinal, incluindo vacinas contra gripe, hepatite e coqueluche, fundamentais para proteger mãe e bebê.
• Adotar hábitos alimentares saudáveis e manter acompanhamento nutricional para reduzir fatores associados à prematuridade.
Essas medidas, quando integradas a uma rede de Atenção Primária estruturada, contribuem para reduzir internações, complicações e intervenções de emergência.








Deixe um comentário